Arrivederci, Porto

Tenho que dar os parabéns à direcção, muito paté e caviar comeram e deram a comer à minha custa, embora já tivesse desistido de ir ao estádio. É caso para dizer, ide chular o caralho. Se ainda fosse para impedir o colinho dos clubes do regime, um gajo fechava os olhos.

–  Os encargos relacionados com aquisições de passes de jogadores aumentaram 1,912M€ comparativamente a janeiro, pelo que aqui poderão estar incluídas as comissões pagas por Suk, Marega e José Sá (neste caso também o preço do guarda-redes).
– O valor total de aquisições para o plantel ascende a 56,045M€, para um total de 13,171M€ de encargos (23,5% de impacto). O segundo maior impacto da SAD, só ultrapassado por 2013-14 (ler mais aqui), curiosamente duas épocas em que o FC Porto acaba no 3º lugar do campeonato. Sempre se pagaram comissões, mas nunca se pagou tanto por tão pouco retorno desportivo.
– No 1º trimestre, a SAD informou que pagou serviços de intermediação a 14 agentes/empresas. No 2º trimestre, manteve 14 entidades, mas com duas alterações: Ricardo Rivera e Pedro Regufe deixaram de estar na lista, e por sua vez entraram a C.B.Nafricatalentssport a Gopro Sport Management. Agora entram: «Vela Management Limited RAMP – Management Group International[,] Jorge António Berlanga Amaya, Team Management, Ricardo Calleri, Onsidefoot Malta Limited». A lista da FPF não ajuda a perceber estas intervenções. Na lista da FPF não há nenhuma operação a envolver Ricardo Calleri ou a Onsidefoot (há apenas menção de intermediação de Fabián Cuero, para o Braga B); da RAMP sabe-se ter estado envolvida em Chidozie, com a novidade de estar associada a uma empresa do universo Doyen; sobra Berlanga Amaya, que negociou Layún e Gudiño, no início da época. Curiosamente, na lista da FPF aparecem intermediários de Marega (Ben Aissa Abdelaziz) e Suk (Paulo Filipe Duarte Dias) que não são mencionados neste R&C da SAD.
– Imbula, conforme previsto, gerou uma mais-valia de 3,867M€. A intermediação foi feita pela Kick International Agency B.V., sociedade próxima de Luciano D’Onofrio.
– O FC Porto teve proveitos de 2,315M€ com jogadores emprestados, mas contrariamente teve custos de 2,835M€.
– O FC Porto comprou mais 10% do passe de Hernâni, enquanto esteve emprestado ao Olympiacos. O FC Porto comprou mais 0,5% do passe de Diego Reyes enquanto esteve cedido à Real Sociedad (curiosa a questão dos 0,5% – já tinha sido cedido uma idêntica percentagem aquando da contratação de Otávio). Embora a SAD tenha anunciado a compra de mais 10% de Aboubakar, na lista dos ativos do plantel o avançado continua com 37,5% do passe.
– O FC Porto informa que deixou de ter qualquer percentagem do passe de Caballero, avançado «alienado a outro Clube ou Sociedade Anónima Desportiva durante a época desportiva 2014/15». Há um ano tinha 70% (quando foi contratado era a 100%, desconhecendo-se a quem e por quanto foram cedidos 30%) e no R&C do primeiro semestre o seu nome não apareceu. Recordemos que Caballero fez capas n’O JOGO como potencial sucessor de Jackson (teve direito a manchetes antes de André Silva) e, há três anos, segundo o seu advogado custaria 365 mil euros por direitos de formação; o caso envolveu um litígio e a FIFA posteriormente deu razão ao FC Porto e declarou que Caballero chegaria «como jogador livre»; mas a SAD pagou 1,53 milhões de euros à sociedade MHD, S.A. Agora, aparentemente, Caballero já não pertence ao FC Porto. E ninguém deu por isso.

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