O que é que a igreja e a tarologia têm em comum?

Os brandos costumes, pois claro

“Ando muito nervosa derivado ao meu marido. Há 40 anos que eu sofro de violação doméstica, como é que se diz isso?”, pergunta. “Violência”, auxilia a taróloga. “Ele bate-me, ele faz…”

[…]

A taróloga recomenda paciência à espectadora. Aconselha-a a não discutir, a não procurar conflito. “Não está aqui nenhuma separação, por isso você escolheu este homem, independentemente de tudo, por enquanto é com ele que vai ficar”, declara. “Quando damos amor, recebemos amor, mesmo que seja em menos quantidade. Se damos violência, recebemos violência. Se você recebe violência, corte este ciclo e não dê violência, nem que seja por palavras ou… mime-o. Por muito difícil que isso seja, por muito difícil que isso seja. Está bem?”

Ainda se ouve-se Maria da Glória dizer: “É muito difícil sim. Tenho de andar sempre à frente, a fazer as pazes”. E Carla Duarte a retorquir: “Pois tem. Como se fosse a mãe. E continue, que é para isto não piorar. E assim não piora. Está bem? Você conhece-o bem, sabe como é que lhe pode dar mimo.”

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