O liberalismo em todo o seu explendor

Jornal de negócios

“É fundamental que qualquer decisão tomada seja com o total respeito pela legalidade. Senão ainda acabamos a ter de indemnizar Ricardo Salgado e a Goldman Sachs”, avisou Maria Luís Albuquerque.

Ora bem, a justiça só deve existir para quem a Milu quiser e quando quiser

“A afirmação de que o Estado deve obrigar o Novo Banco a pagar papel comercial é de uma enorme falta de cautela. O Estado, ao obrigar, assume responsabilidade numa decisão, qualquer que ela seja. Recomendaria uma enorme preocupação no tratamento da matéria”, atirou Maria Luís Albuquerque.”

Portanto, se os socialistas redistribuem o dinheiro, é roubo. Se a Milu decide retirar dezenas de milhares de euros às pessoas, à margem da lei, os tribunais que decidam, se não prescrever primeiro.

É isto que temos.

10 Comments

Filed under "Liberais" a funcionar, Desiconomia

10 Responses to O liberalismo em todo o seu explendor

  1. Liberal

    O seu tom é a de um velho rabugento que se diverte a criticar sem ter noção.

    1. Em relação ao título, por acaso sabe o que é que significa a palavra Liberalismo? Só mesmo gente de esquerda julga que isso é um insulto.

    2. Milu? Se qualquer ter respeito na vida, convêm dar-se ao respeito.

    3. Em qualquer processo de falência existe um plano de insolvência estabelecido no plano jurídico onde é definida uma ordem de credores. Eu não faço a mínima ideia o que se passou, mas está a insinuar que foi a ministra que o definiu?

    4. Mas alguém em Portugal acha que redistribuição da riqueza é roubo? Em que país vive? Vivemos num país com a direita ao centro. A única diferença é que uns acham que é preciso a haver riqueza para redistribuir enquanto outros acham que caí do céu.

    Pare de disparar em todas direções. Algumas delas não têm inimigos…

    • 1. Da mesma forma que muita gente acha que Socialista é um insulto. De resto, seja cá ou noutro país, os liberais no poder não passam de gentalha que redistribui a riqueza de todos para o 1%.

      2. Isso é para a Milu ou para mim? É que eu não respeito quem mente imediatamente a seguir a entrar para um cargo público, e todas as declarações que fez fazem-me ter ainda menos respeito.

      3. É evidente que foi o governo que o definiu. Quem acha o contrário anda a dormir.

      4. Então não há? É só ir ao Observador ou ao Blasfémias que não falam de outra coisa. Os partidos responsáveis que temos não têm nada de centrista nem de esquerda, ajudam sempre as grandes empresas e os amigos com tudo o que fazem, e o fascismo, que eu saiba, não é de centro.
      Quanto à riqueza, vá aprender economia e deixe de confundir macro-economia com o orçamento da mercearia da esquina.

      • Liberal

        1. Ser socialista nunca foi insulto para ningém que pense. Já ser comunista, com toda a história associads ao termo, pode o ser. Forçar ideais na cara das pessoas tem destas coisas. Continua a não responder à pergunta e definir liberalismo. Mas essa gentalha que pensa primeiro em si nem acontece na China pois não? Liberais para si são o outro. Continua prezo à ideia gregária que existe um inimigo. Parabéns.

        2. Era para si. Já agora faz o mesmo juízo se for um Hollande ou alguém mais próximo? Lol.

        3. Há quem pense que o governo controla tudo. É normal, principalmente por gente que gostava de controlar tudo. É o INE, é o Banco de Portugal, etc. Quando o governo nem conseguiu extingir as Fundações que desejava. Deve pensar que temos uma máquina do estado eficiente. E já agora, se a intenção do governo era enriquecer o 1% com o Novo Banco, importa se de explicar o que é que o governo deveria ter feito?

        4. Meu caro, vá ver o que é social democracia. Até o PP concorda com redistribuição da riqueza. Não é para isso que pagamos impostos e temos segurança social? Se isto não é centro, o que é? São as privatizações que lhe fazem confusão? Lol.

        5. Ouvir um tipo de esquerda incentivar me a prender economia tem piada. São todos experts em tempos de crise. É fenômeno futebolesco de treinador de bancada.

        6. O desprezo pelas contas de merceeiro trouxe nos até aqui. Será que aprendemos a fazê las?

        • 1. Liberais são pessoas que dizem que gostam muito da liberdade, mas no poder só dão poder (e dinheiro) a quem lhes interessa.
          Agora, como tudo, são coisas que as pessoas se apelidam e apelidam os outros e nem sempre passam de nada. Os auto-intitulados liberais vocais como os autores do Blasfémias, do Observadores e muitos comentadores, alguns dos quais promovidos ao governo pela sua propaganda apoiam maioritariamente este governo. Se se sente liberal, mas não concorda com os seus colegas, devia andar a discutir com eles.
          Agora, que há um inimigo é evidente, e que se trata muito bem também.

          2. É evidente, quem se passa por aquilo que não é para obter poder político não merece respeito.

          3. Portanto, o governo não sabia o que se passava no BES, violou a lei com a resolução, não avisou o pais mas grandes acionistas souberam e salvaram-se nas últimas horas e, no entanto, o governo não decidiu nada. Pois… Ter ou não ter um estado eficiente não tem nada a ver com as manipulações políticas, para não dizer pior, que se passam aos níveis mais altos.
          O que se devia ter feito era, no mínimo, cumprir a lei que tinha sido aprovada em Janeiro do ano passado para evitar o tipo de situações que aconteceram. Para mim, o melhor seria a nacionalização de uma vez, em vez de andarmos anos sem saber quanto vamos pagar e pessoas que ficaram sem dinheiro porque apeteceu ao governo.

          4. Concorda? Na feira, no táxi ou no governo e no parlamento? Usar unicamente o dinheiro do estado para “ajudar” empresas é de centro? Ter políticas constantes que retirem segurança e rendimento aos trabalhadores e aos pensionistas é de centro?

          5. Se acha que a crise tem alguma coisa a ver com o que se fez em Portugal, sim.
          Se acha que é com austeridade que se resolve uma crise de falta de consumo, sim.
          Se ainda não se apercebeu que a Grande Depressão a esta hora já tinha passado, sim.
          Se acha que a liberdade financeira pode continuar como até agora, sim.
          Se ainda não se apercebeu da diferença entre as opções dos EUA e da Islândia e as da Europa, sim.
          Se acha que uma situação com desemprego estrutural de 20% sustentável, sim.
          Se acha que este euro é sustentável, sim.

          6. Se os mercados não se preocupam com o valor total da dívida, qual é a sua preocupação? Não foi o Cavaco que não soube fazer contas quando achou normal que se destruísse a indústria para recebermos benesses para as Tecnoformas do país?

      • Liberal

        7. Fazer amostragem de opinião no Observador ou Blasfemia e encontrar idiotas e não estar à espera, é como ir ao site do Bloco e esperar que não haja propaganda barata.

        • 7. Não falo de comentadores do site, mas sim dos membros, bem como a maioria dos paineleiros que por aí andam. É tudo preguiçoso, menos eles. Ninguém tem valores, menos eles. And so on…

      • Liberal

        8. Fascismo que temos? Importa se de definir isto? Lol

        • 8. Refiro-me à parte do fascismo onde não se sabe a distinção de onde acabam as grandes empresas e começa o estado, onde os sindicatos estão na mão do poder (FNE, UGT…), o desprezo aos fracos e menos afortunados, etc. Ainda não chegamos ao cúmulo americano de ter a polícia normal actuar com melhor equipamento do que o exército e cheia das últimas tecnologias, mas temos muita polícia que actua à margem da lei para seguir ordens ilegais, muito uso da violência contra manifestações pacíficas e greves, bem como o uso de agentes provocadores nas mesmas. Violações do direito de expressão que acabam em pesadas multas para o estado também há umas quantas.
          Ainda assim, não será fascismo. O termo mais correcto é a plutocracia.

          • Liberal

            1. É incrível a sua definição de Liberalismo. Uma verdadeira mediocridade. Esperava pelo menos uma tentativa. A pensar nos seus ideias socialistas, esperava pelo menos uma distinção entre ideias e pessoas.

            Eu não me sinto parte de uma bancada, e não tenho colegas só porque partilho algumas ideias. Meu caro, não faço parte de nenhuma manada. Muito menos cabe-me a mim defender a alma de uma qualquer manada. Eu sou um Democrata e a minha arma é o meu voto. Voto esse criticado por muitas excelências ao ponto de o quererem ver derrubado antes de eleições. Verdadeiros democratas.

            Propaganda do governo? Lol

            Quanto ao dever discutir com eles, se calhar devia, se ouvi-se tretas escritas por eles como “Liberalismo no seu melhor” quando o autor nem sabe o que isso é, ou compreende o impacto desse ideal na nossa sociedade. Como o direito à propriedade privada, preços estabelecidos em mercado aberto, apoio à iniciativa privada e à própria liberdade de expressão. Em puro contraste com a visão comunista.

            2. Embora eu esteja fora da arena política, tento perceber como ela funciona. Todos os gladiadores da mesma, da esquerda à direita, tentam tirar o máximo partido do jogo.
            Por exemplo, já cansa o “queriam ser mais alemães do que os alemães” e variações que a esquerda está a fazer.
            Objectivo claro, o desgaste do governo. Aquelas palavras do governo foram um erro e devem pagar por isso. Agora assistir ao jogo e não o perceber… Se calhar à esquerda do PS podem ter mais orgulho em não mentir descaradamente, mas se calhar também não governaram. Quer um exemplo à esquerda, veja os cantos de vitória do Syriza para dentro, quando receberam o dinheirito para uns meses. Para fora uma imagem, para dentro outra.

            3. Em qualquer mercado, são as pessoas com mais consciência do que estar acontecer têm maiores ganhos e protegem mais facilmente os seus investimento. Veja-se a fuga de capitais da banca cipriota. E há sempre informação disponível para tomar decisões. Isso não é algo de novo ao caso BES.

            Para si e para os seus a nacionalização é a melhor coisa de sempre e deve ser aplicada a todos os casos sem excepção. E é aqui que importa a eficiência do estado porque se o estado for eficiente eu até posso concordar com a medida.

            O problema é que não é. Ninguém defende os interesses estado no seio do estado. E muito menos os trabalhadores do estado que têm agendas próprias: manter o seu estatuto e regalias adquiridas. Ninguém tem autoridade e ninguém tem responsabilidade. Toda a gente faz o que quer. Literalmente.

            A mudança por exemplo no funcionamento dos serviços é sempre vista de lado. Sabia, por exemplo, que os funcionários da TAP, inviabilizaram um processo para a construção de uma bandeira low-cost nacional? Onde está a defesa dos consumidores neste caso?

            Face a isto, qual a vantagem de ter o BES nacionalizado para o estado? Já não temos a CGD? É um mercado pouco competitivo? Não…

            Para que conste fui contra a privatização da Águas de Portugal, EDP e CTT. Não sou no caso da TAP. Razão: eu posso voar por 30eur a Madrid. Mas há gente a discutir TGVs.

            4. Não me apetece discutir sobre a amostragem das suas opiniões e de quão locais elas pode ser. E quase aposto que não anda de taxi, talvez nem vá à feira, não está no parlamento, ou muito menos no governo.

            “Ajudar” empresas se está em entre parentesis é corrupção. Não discuto corrupção. Qualquer liberal defende separação do estado e as empresas. E, pessoalmente, como consumidor defendo uma profunda regulação das actividades empresariais e da qualidade dos seus produtos. E até gostava que houvessem mecanismos para manter empresas mais pequenas.

            Existem gráficos com os gastos com despesas sociais a aumentar desde o 25 de Abril em Portugal. No momento que entrámos em crise para si não pode haver um reajuste à real capacidade produção do país? Acha que os direitos e vantagens sociais só podem crescer com o tempo não é? Independentemente de momentos de crise da dívida, aumento da esperança de vida, envelhecimento da população, emigração, etc.. Numa altura em que tudo está em constante mudança era bom ter certezas. Concordo.

            Agora colar esse reajuste ao liberalismo é profundamente desonesto. Qualquer pessoa decente preferia que as pessoas fossem mais produtivas e tivessem vidas melhores e mais confortáveis. E qualquer Liberal com algo no coração diz-te o mesmo.

            5. A crise americana de activos tóxicos claro que teve efeito na nossa economia! Mas, o que foi feito pelo governo na altura? Nada, chutou para canto e continuou com despesas das Escolinhas e companhia. Até do TGV se falava. Deviam acreditar que era uma forma de re-lançar a economia. Não funcionou.

            A austeridade claro que aumenta com a diminuição do consumo. Mas já agora como reanima a economia sem dinheiro, sem dinheiro emprestado e com uma dívida por cima? Como se consegue fazer isto sem uma depressão da economia. Esta é a pergunta que gostava de ver respondida pela esquerda. Talvez se tivesse havido despedimentos na função pública e uma verdadeira restruturação do estado, que seria impensável neste país, a coisa poderia ter funcionado. Mas até isso faria a economia cair.

            Se atira com a Grande Depressão que não tem nada a ver com uma crise de dívida eu também posso ser tão desonesto e atirar com a crise da Argentina para mostrar os efeitos de mandar os credores pastarem.

            Não sei o que quer dizer com liberdade financeira. Não, não podemos continuar a contrair dívida sem instrumentos de desvalorização da moeda.

            Falar da Islândia? O problema da Islândia foram os bancos estarem todos minados com activos tóxicos. Foi um um caso de polícia e eles decidiram deixar os bancos cair. Corajosos. Tinha coragem política de deixar o BES cair?

            O euro será sustentável ou não, dependedo da implementação de mecanismos de redistribuição de riqueza na Europa. Eu não me fiava muito nisso. É melhor fazer o que nos compete e controlar o défice e a dívida.

            6. Os mercados são pessoas. Um credor só empresta dinheiro com uma determinada contrapartida consoante o risco ou não. Um investidor não precisa de moral para nada, se actividade onde investe não é ilegal.

            Se nós achámos que podemos pedir quanto nos apetecer o problema é dos mercados? Lol

            Não sei como de aqui vem falar do Cavaco. Ainda para mais tendo ele governado numa época de franca prosperidade. Tem ser mais outro ódio de estimação. Mas é normal que se ache bodes de expiatório para má aplicação dos fundos. É isso que se precisa, não olhar para o problema. Custa acreditar que milhares de pessoas, com os seus negócios, não pensaram duas vezes em receberam a massa sem fazer mais nada por si. Ou do favorecimento dos amigos na aplicação desses fundos, ou da responsabilidade da administração pública no processo.

            A estratégia europeia não foi destruir a pequena indústria de bens de fraco valor acrescentado. As pessoas esquecem-se que a nossa indústria era completamente baseada nos têxteis, calçado, agricultura, cortiça, etc. O objectivo foi transformar a economia numa baseada em serviços, em princípio mais rentável. Está a ver, uma que precise realmente de mais engenheiros.

            Se eu tivesse na mesma situação, teria tentado fazer o mesmo. Teria feito era mais exigências e contrapartidas ao dinheiro. Tal como os nossos credores. Lol

            Sim, houve investimento em infra estrutura necessária. Pior é que passados 10 anos continuaram com o mesmo tipo de investimento só que desta vez completamente desnecessários.

            7. É curioso que os trate da mesma forma como é tratado.

            8. Ok. Plutocracia. Aceito.

            Agora que têm isso a ver com motins violentos de ambas as partes nos estados unidos? Nunca tiveste de travar ninguém violento pois não? É normal, num estado de violência tentar-se ter supremacia na mesma. É humano e chama-se a isso medo.

            Ninguém é melhor equipado do que o exército norte americano. Na realidade, aqueles frustrados só os estavam a tentar copiar.

            Manifestações pacíficas também envolvem fechar os portões das empresas e obrigar a parar quem quer trabalhar com ameaças? Esses agentes provocadores também provocam as pessoas pacíficas a atirarem paralelos para as escadas do parlamento? Não veja tudo enviesado, sempre para o mesmo lado.

            Há abusadores? Há, dos dois lados.

            É muito triste que muitas pessoas só achem que conseguem atingir alguma coisa de uma forma agressiva e cortando com tudo no passado. Ou saindo a rua e expressando-se com um insulto num cântico parvo. Nada disso expressa a vontade de uma multitude de opiniões no seio da sociedade nem ajuda encontrar consensos. Cá fora como no parlamento anda tudo surdo.

          • 1.”Como o direito à propriedade privada, preços estabelecidos em mercado aberto, apoio à iniciativa privada e à própria liberdade de expressão.”

            Como se tem visto nas viragens mais liberais em países como os EUA e a UE, certo nas duas últimas décadas? É uma liberdade do caraças…
            Concordo consigo que liberal queira dizer coisas diferentes para pessoas diferentes, tal como socialista, eu falo da mais comum. Se está a falar com libertário, cada um acredita no conto para crianças que quer.

            2. Independentemente disso, há, da esquerda à direita, gente que não merece o mínimo de respeito pelo que disse e pelo que fez. Quanto ao Syriza, teve que entrar no discurso do faz de conta europeu para poder negociar. De uma coisa não há dúvidas, ou a UE leva o Syriza a sério, ou levará a sério os Orbán e Le Pen que lhes seguirão.

            3. Apesar de todos os problemas que a direita continua a dizer que existe nos funcionários públicos, continuam a fazer melhor e mais barato do que o privado (quando o governo sai do caminho), que eventualmente acaba a fazer o “serviço público” sem qualquer controlo de qualidade. Basta ver as privatizações dos comboios no Reino Unido, da educação na Suécia, dos contractos de associação em Portugal e muitos outros.
            Quanto a “regalias”, técnicos superiores não foram para o estado pelo ordenado na última década, certamente.
            Voltando ao BES, não é questão de o estado necessitar de outro banco, é ficarmos a saber de uma vez quando é que vamos pagar e assegurar a confiança do sistema bancário. Como foi, ficamos na dúvida até às calendas sobre quanto dos 3 mil milhões vamos desembolsar enquanto muita gente fica sem o seu dinheiro.

            4. Percebeu mal, eu perguntei onde o PP suporta o estado social, se era nas promessas ou nos actos.
            «“Ajudar” empresas se está em entre parentesis é corrupção. Não discuto corrupção.»
            Faz mal, porque é endémica e está-se a tornar cada vez pior cá e lá fora. E nem é preciso chegar à questões ilegais, é perfeitamente normal e legal fazer legislação e ajustes directos à medida de clientes e de empresas para onde depois se vai para o conselho de administração, bem como muitas outras manobras. Se forem instituições financeiras então é um verdadeiro regabofe que eventualmente o contribuente vai ter que pagar.
            Mau era se as despesas sociais diminuíssem desde o 25 de Abril, agora aumentarem com o crescimento da economia parece-me muito mais natural do que o local onde elas acabam actualmente. Mas não se pode cortar em despesas sociais em tempos de crise porque depois ninguém confia nos serviços, os quadros mais qualificados e com mais experiência têm sítios melhores para estar. Então no caso actual de uma crise de procura é procurar um descalabro económico de falências e desemprego que se alimenta a si próprio.

            5. A crise económica trouxe consigo todos os problemas do Euro e da construção europeia. O défice e a dívida fora irrelevantes, eram muito piores noutros países onde se resolveu tudo muito rapidamente. A dívida vai-se gerindo e os mercados não se importam com o investimento. Não houve nem há nenhuma crise com a dívida. Quando muito, houve uma crise de falta de liquidez dos bancos alemães e franceses advindos do euro e de contractos com firmas alemãs como nos casos do armamento militar, mas os bancos ninguém questiona.
            Quanto a reformas, não percebo em que é que pôr o estado a pagar mais por menos tem feito de bom pela economia, nem em como pôr cada vez mais gente precária e a ganhar cada vez menos é suposto aumentar a productividade, que cada vez mais exige uma concentração que não é possível quando se está preocupado com quando é que se vai ter que cortar a luz e a água.
            Sobre a liberdade financeira refiro-me a coisas como as trocas de dívidas e empréstimos para encobrir a realidade que se passaram com o BES e com a Lehman Brothers, que foram todas legais e que se passam muito mais vezes do que as pessoas pensa. Já para nem falar na manipulação de índices financeiros como se fez há poucos anos.
            Os bancos nacionais também estavam cheios de toxicidade e tivemos de injectar dinheiro em praticamente todos, em que é que isso é culpa dos contribuintes?
            O que nos compete é sair do Euro. Défice e dívida têm todos os países e não se pode melhorar a economia através de cortes quando ninguém está a comprar.

            6. O nosso problema não é o défice nem a dívida.
            ” Mas é normal que se ache bodes de expiatório para má aplicação dos fundos. ”
            Para o bolso dos contribuintes é que não foi a maior parte, de certeza. É natural que tenha sido uma década de prosperidade, era só dinheiro europeu a entrar para deixarmos de competir com o eixo fanco-alemão, e é sabido por toda a gente para onde foi o dinheiro e quantas obras derraparam. Mas a culpa é do Sócrates, que fez o mesmo que todos os outros, se calhar até menos (também havia menos, é verdade)… Não é verdade que SÓ tínhamos indústria de baixo valor.

            7. Não é a mesma coisa, eles estão realmente a destruir o país em todas as dimensões em nome de ideologia económica que não se sustenta em nada.

            8. “Agora que têm isso a ver com motins violentos de ambas as partes nos estados unidos?”
            Alguém disse que eram violentos? Violenta é a polícia.
            “É muito triste que muitas pessoas só achem que conseguem atingir alguma coisa de uma forma agressiva e cortando com tudo no passado.”
            Às vezes tem que ser mesmo assim, senão depois voltam os mesmos Salgados, Mellos e quejandos a mandar nisto tudo outra vez e volta tudo ao mesmo com uma fachada diferente.
            Mas, mesmo sem cortar tudo com o passado, nunca houve grandes mudanças sem violência, apenas se ignorou a influência dela negociando com a parte pacífica da mesma população (Ghandi, Mandela, MLK…)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *