Monthly Archives: Junho 2016

A Nova União Europeia™ é tão surda e democrática como a anterior

No Dinheiro Vivo

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já elaborou o plano para a criação de uma “Nova União Europeia”, em resposta à decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia.

De acordo com jornal económico alemão “Handesblatt”, o plano desenhado pelo todo-poderoso ministro de Angela Merkel apresenta “planos concretos” para a reforma da União Europeia, incluindo a monitorização por uma entidade independente de todas as políticas orçamentais implementadas por cada Estado-Membro, ao invés da monitorização ser feita por um membro da Comissão Europeia.

Com o título de “Iniciativas posteriores ao referendo do Reino Unido”, o plano alemão para a UE passa pela implementação de várias medidas, “incluindo a possibilidade de vetar orçamentos nacionais que violem as regras de estabilidade e dívida”, aponta o “Handesblatt”, que consultou o documento.

Além da monitorização das políticas públicas de cada país por uma entidade independente e do poder de veto sobre os orçamentos de cada país quando a UE entender que podem violar as regras comunitárias, o jornal alemão aponta igualmente que as reformas idealizadas por Schäuble incluem ainda a separação da autoridade de supervisão bancária da esfera do Banco Central Europeu e o reforço dos poderes do Mecanismo Europeu de Estabilização, na zona euro.

O que vale é que as regras são boas e não causaram estagnação na zona euro durante 16 anos, nem puseram vários países dentro da estagnação secular. Viva as regras.

EDIT: Resta saber se os orçamentos da Alemanha (que não cumprem as regras) seriam aprovados.

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A revolução possível contra a elite

Do 365 Forte

A redução do voto no Brexit a uma questão de xenofobia ou provincianismo (o que não quer dizer que não sejam elementos relevantes) é não perceber as dinâmicas sociais: de acordo com as sondagens, foram os denominados “perdedores da globalização” – a classe trabalhadora com pouca instrução – que votaram em maior número no Leave.

Na ausência de um discurso de esquerda, a direita populista de Le Pen, passando pelo Boris ao Trump, são os principais beneficiados deste movimento de insurreição contra as elites no poder (da direita à esquerda da terceira via). Esta camada de população insurgiu-se contra as promessas que durante anos lhes venderam: a globalização e os mercados abertos seriam vantajosos para todos; a austeridade iria promover a confiança e, por via disso, o crescimento económico; o aumento da produtividade tornaria todos mais ricos, e não apenas uma pequena percentagem da população.

Na realidade, assistem a uma estagnação dos salários (no Reino Unido o rendimento médio dos trabalhadores está 7,5% mais baixo que em 2009), desemprego, deslocalização da indústria para o estrangeiro (pela primeira vez o estrangeiro não precisa de ser emigrante para se constituir numa ameaça ao seu posto de trabalho) e uma desigualdade crescente dentro dos países.

Neste contexto, a UE, enquanto veículo que intensifica a globalização, é um dos principais alvos dos políticos que procuram agradar àquele eleitorado. E esta é a ironia do projecto europeu porque a UE é, ao mesmo tempo, uma das poucas instituições que, caso assim queira, pode reduzir os efeitos nefastos da globalização. Será que ainda vamos a tempo? Ou será que – como as primeiras reacções ao referendo parecem prever –  a UE, parafraseando Orwell, vai escolher a estupidez e manter tudo como está?

 

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E depois do Brexit?

No Esquerda.net

E, no entanto, é difícil, porque tudo dá a entender que a reacção da populaça inglesa foi ‘emocional’ e não ‘racional’, como dizia hoje de manhã à BBC uma eurodeputada búlgara.  O entrevistador ainda tentou dizer-lhe, “Mas olhe que as pessoas que votaram, pensaram muito nisso e não são estúpidas.”  Mas a eurodeputada não queria ouvir, já sabia que eles eram uns ignaros e que quem tinha razão era ela.  Vamos mas é vingar-nos desses ingleses, sugeria—opinião, aliás, generalizada na Alemanha e abertamente expressa por esse senhor Juncker (para quem leu história, o nome prussiano do homem até dá calafrios, caramba!).

[…]

Por isso, talvez valha a pena perceber mesmo quem é que votou em quê.  Na Irlanda do Norte, os irlandeses católicos votaram Remain, os unionistas Leave.  Qual a surpresa?  Afinal, apesar da crise, os irlandeses são um dos povos que mais tem ganho com a UE.  A Irlanda é hoje um dos instrumentos mais perversos das políticas europeístas de desvio de fundos públicos para o grande capital internacional.  As grandes empresas estão todas sediadas lá e pagam praticamente nada de impostos e a UE não só deixa que isso se passe como parece até promover esse escândalo.  Ao menos assim, os pobres dos irlandeses sempre se vão arranjando.  Esta, aliás, é uma das coisas que leva os ingleses a votar por sair.

Depois a Escócia.  Votaram todos Remain.  Claro!  Eles conseguiram proteger-se através do seu parlamento regional dos piores excessos perpetrados por estes governos sucessivos (primeiro, os governos militaristas do Blair e depois os governos liderados por este grupo de milionários de Eton, funcionários bancários, cujos pais todos fazem parte da lista dos Panama Papers).  Por isso, a Escócia conseguiu manter intacto o seu estado social, a educação superior é subsidiada pelo governo, protegeram o seu serviço nacional de saúde, reformaram os outros serviços públicos.  Vive-se hoje muito melhor na Escócia do que em Inglaterra—todos os escoceses se honram disso: faz frio, mas vive-se melhor.  Para eles, a UE é a maneira que eles têm de se proteger do assalto dos Tories da City londrina.  Eles não podem dar-se ao luxo de serem governados por essa gente e então votam pela Europa, mesmo até os membros escoceses dos próprios Tories (o partido escocês fez a campanha a favor de Remain).

Em Londres (que constitui uma percentagem importante da população do Reino Unido) o voto foi por ficar.  Claro, não só eles são os que ganham com este governo de financeiros discípulos da Thatcher, como são uma população multinacional que não se identifica com o resto do país.

Restam as cidades menores e os campos em Inglaterra e no País de Gales, onde eles têm sofrido um regime de austeridade quase tão desumano como o português: aí, eles vêem o serviço nacional de saúde e os outros serviços públicos a deteriorar-se diariamente; vêem o desemprego sistémico como forma de vida a longo prazo; e os que querem estudar na universidade chegam à vida adulta com uma dívida absolutamente escravizante que os impede de comprar a sua própria casa e que os obriga a alugar as casas ao grande capital estrangeiro, que tem vindo a comprar bairros inteiros por essa Inglaterra fora (como aliás também tem feito em Portugal com o apoio do nosso governo e da UE).

A propósito: na Alemanha, o ensino superior continua a ser subsidiado integralmente pelo estado; quase não há desemprego jovem; o serviço nacional de saúde é exemplar; e existem políticas para compra de casa.  Os outros não podem, não é?  Interessante.

[…]

Objectivamente, nem os imigrantes são assim tantos, nem criminosos como o inglês comum pensa, nem são os imigrantes que lhes estão a fazer mal.  Mas também é verdade que, sem esses imigrantes, o regime de trabalho instável, mal pago, sem direitos sociais—o regime alemão—a que eles estão a ser sujeitos não teria sido implementável.  São os pobres dos imigrantes e refugiados que fazem de penetras para boicotar os direitos historicamente adquiridos pelos trabalhadores e servir os interesses do grande capital internacional que quer proletarizar os europeus.  Não será isso que está por detrás de toda essa história recente de refugiados na Alemanha?  Será que até os alemães já viram?  As tristes vítimas de guerras, que alguém está a subsidiar, são usadas para promover o subemprego na Europa no interesse desses mesmos que promovem essas guerras.  Nunca jamais os ingleses irão perdoar isso ao Blair.  A tentativa dele entrar nesta disputa do Brexit foi mesmo muito humilhante, como não podia deixar de ser.  Nem os de direita lhe perdoam e muito menos os de esquerda.

[…]

O que é que nos surpreende, então, na conclusão que os ingleses tiraram disto tudo, e que tanto irrita os alemães?  É que eles não parecem estar a pensar como a gente quer que pensem: direita/esquerda; fraternidade europeia; melhores condições para a prosperidade dos mercados financeiros.  Nada disso os move.  Estão, pelo contrário a pensar sem política, a partir do que lhes interessa a eles, de como querem viver.  A Europa, para eles, é um lugar mais quente onde se faz férias, a esquerda há muito que afinal era mentira e a prosperidade financeira da City a eles só lhes tem lixado a vida.  Todos os argumentos económicos sobre como o Brexit ia ser mau para as finanças, passaram-lhes ao lado completamente.  Quais finanças, perguntam, as deles lá em casa?  Não estão as finanças deles pior do que sempre estiveram desde os anos 60?  Assim pensam as pessoas que não estão politizadas institucionalmente.  É normal, não?

[…]

E nós, então?  O problema que o Brexit nos põe a nós, portugueses, é o mesmo que põe a todos os outros europeus das margens.  Que projecto europeu é este?  Temos mesmo é que aprender com os ingleses e começar a pensar a partir de onde estamos, deixando de lado os cansados chavões políticos que os Passos Coelhos nos querem vender e que nos têm escravizado.  Não vamos pensar naquilo a que temos direito, vamos pensar naquilo que queremos obter.  Melhor assim, não?  Afinal, que é isso de ter direitos num covil de ladrões?

Tal como os ingleses das províncias, os portugueses também querem um governo mais justo, ensino mais qualificado e menos caro, menor corrupção financeira, mais serviço nacional de saúde, mais impostos para os muitos ricos, melhor distribuição do rendimento, melhores instrumentos de pequena poupança que não absorvam e cancelem as poupanças que a classe média tenta fazer , etc.  Depois dizem-nos: mas isso é impossível porque o capital internacional não vai deixar.  E aí é que chega o momento de pensar na Europa.

[…]

O primeiro trabalho a fazer, dir-se-ia, é começar a olhar para o lado: quer dizer, começar a fazer amigos nas periferias deste mundo; começar a falar com os que sofrem tanto quanto nós, perante este jugo odiento que constitui a forma como a elite financeira internacional vai acumulando mais e mais capital e vai abafando a economia mundial com esse capital subempregue—que só sabe gastar em coisas vergonhosas como as guerras que os Salafitas Saudis andam a fazer contra o mundo civilizado na Turquia, na Síria, no Paquistão, na Líbia e no Afeganistão.

Portugal vai ter que encontrar um novo projecto e esse projecto não pode ser alemão, porque os alemães já demonstraram em três guerras militares e mais uma guerra financeira, que não sabem governar nos interesses dos seus súbditos.  Já quanto aos franceses … só consigo pensar na Linha Maginot quando ouço o Presidente deles a dizer ainda mais vacuidades perante as crises que se acumulam à sua porta.

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E que tal ouvir as pessoas?

No Ladrões de Bicicletas

3. Sucede, contudo, que um inquérito muito difundido nas redes sociais («How the United Kingdom voted on Thursday… and why») desaconselha leituras eleitorais do referendo demasiado simplistas e lineares. Nessa análise, em vez de se tentar deduzir a motivação do voto a partir da sua distribuição segundo a idade, o contexto de vida ou o nível de escolaridade, colocou-se de modo muito direto a questão que verdadeiramente importa: «por que razão votou como votou?». E eis que a «narrativa xenófoba», nos termos em que foi formulada, perde aderência à realidade:

4. De facto, para metade (49%) dos eleitores do «Leave», a principal razão para votar Brexit decorre da perda de soberania política no contexto da pertença à UE. Um argumento bastante mais relevante que o da imigração, associado a apenas um terço desses eleitores (e não necessariamente relacionado com sentimentos xenófobos). Por seu turno, constata-se que a parcela mais relevante (43%) dos votantes no «Remain» não é propriamente entusiasta da UE. Apenas estima que os riscos e impactos decorrentes da saída são superiores aos da permanência. E que, para 31% dos apoiantes do «Remain», sair significa abdicar da situação de privilégio que o Reino Unido tem na UE, onde beneficia do acesso ao mercado único sem ter que submeter a Schengen nem às regras do Euro.

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Xenofobias há muitas

No Jornal Tornado

A saída do Reino Unido da União Europeia, ou a sua continuação, será o resultado de um exercício básico de democracia, essa coisa que está de tal maneira corrompida no espaço europeu que os senhores de Bruxelas até se esquecem de a invocar.

Ao invés, em vez de promoverem o esclarecimento sereno dos britânicos, patrocinam uma campanha de medo e mentiras onde avultam figuras desacreditadas como o presidente dos Estados Unidos, o conspirador e golpista internacional George Soros através do seu Grupo Internacional de Crise (destruição da Jugoslávia, criação do Kosovo, golpe fascista na Ucrânia e outras coisas equivalentes) e o inimitável Tony Blair – será impossível resumir as suas malfeitorias, mas bastará recordar a sangria do Iraque baseada numa comprovada aldrabice.

Enfim, são todos muito boas recomendações para um Reino Unido dentro da União.

O ambiente de pressão é de tal ordem que um cidadão comum quase terá que pedir desculpa para dizer que não virá mal nenhum ao mundo se o Reino Unido sair da União Europeia, entidade em implosão.

O grau de desmantelamento é tal que Bruxelas e o colaboracionista David Cameron em Londres fabricaram uma União Europeia à la carte para os britânicos, a qual, bem à medida do primeiro-ministro inglês, é racista e xenófoba.

Não foi ele que qualificou os refugiados e imigrantes como “uma praga”, levando Bruxelas atrás de si, o que nesta matéria nada tem de difícil? A partir de agora qualquer país da União pode reclamar um estatuto especial para si, ameaçando com a saída. Será uma simples questão de coragem política.

Alega-se: do lado do Brexit estão os fascistas britânicos. Pois estão. E quem está ao lado dos fascistas ucranianos, polacos, húngaros, eslovacos, estonianos, lituanos, croatas, kosovares, turcos com quem a NATO e a União Europeia anda nas palminhas?

Os fascistas estão em todo o lado na Europa, porque os dirigentes da Europa lhes estendem as mãos, uns por oportunismo, outros por convicção. Quando se der o alerta geral provavelmente será tarde.

Com ou sem Brexit, a União Europeia está a cavar um pouco mais da sua sepultura. Enquanto isso, fortalecem-se os sinais, em todo o mundo, de que o neoliberalismo, como estado supremo do capitalismo, necessita cada vez mais de sistemas políticos autoritários para maximizar os proveitos da sua anarquia financeira.

Isto é, o mercado verdadeiramente livre sente ainda como estorvo o pouco que resta de democracia. Por isso o fascismo ressurge em cada canto, por ser o infalível garante da equação exploração máxima igual a lucro máximo.

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O Brexit

Há muito a escrever e a dizer sobre o referendo, com todos os lados com a sua razão desde os populistas ao elitistas passando pelos xenófobos e pelos euro-evangelistas – sim, todos têm razão nalguma coisa nesta questão, como a ausência de uma clara dicotomia esquerda-direita evidencia. Vou tentar salienta os meus pensamentos sobre a matéria, após o facto.

Durante vários meses não seria capaz de dizer o que preferia, quanto mais qual deveria ser a opção dos britânicos.  Estando de fora e com algum desconhecimento sobre o funcionamento interno do Reino Unido, contínuo sem ter a certeza de qual a melhor opção para os britânicos – não concordo de todo com os argumentos contra a imigração nem contra as obrigações para com a união europeia, mas não consigo ver um bom futuro para os britânicos em qualquer das situações. Nem souberam os defensores da Europa apresentar esse futuro, falando apenas no lado mau da saída sem apresentar pontos positivos da UE. É também preciso não esquecer que o referendo nada tem de vinculativo e que o que os eleitores dizem sobre a Europa raramente tem qualquer importância.

Resta-me falar como um europeu em geral, e como português (obrigado a opções económicas patéticas) em particular, e sexta-feira não pude resistir a ficar contente com o resultado da mesma forma que fiquei contente na última eleição nacional: com alguma, mas muita pouca renovada esperança. A verdade é que o RU nunca pertenceu muito à Europa e teve sempre regras à parte, tendo obtido novas excepções recentemente em questões fundamentais – se o objectivo é federalizar a Europa, o RU nunca o deixaria, tendo  feito sempre tudo para impedir uma maior união. Além disso, tem sido cada vez mais controlado pelo seu sistema financeiro e contribuído fortemente para as reformas neo-liberais europeias, bem como para a proliferação da fuga fiscal.

O que sobra para o resto da Europa é perceber o seu caminho. A resposta normal é continuar como se nada se tivesse passado e ignorar as vozes dos seus cidadãos, mas isso já não é mais possível: se os partidos do poder não apresentam luz ao fim do túnel da Grande Recessão, os cidadãos escolhem a primeira alternativa possível, seja bem pensada ou não, porque o desconhecido deixa de ser temido face à devastação do poder de compra dos 99%. Ou apresentam rapidamente uma revolução palpável e credível aos cidadãos ou estes não terão alternativa a usar o voto (e eventualmente a violência) para causar o fim do autoritarismo dos iluminados.

Assim, o Brexit terá como consequência acelerar uma de duas coisas: ou o surgimento de uma verdadeira reforma democrática europeia ou então o fim da moeda única e de outros tratados que em nada têm beneficiado os cidadãos europeus. Qualquer uma das duas já vem tarde, embora assim talvez possamos ter o CETA e o TTIP como primeiras vítimas. A resposta de Merkel em convocar meia dúzia de lideres europeus para decidir o passo seguinte não indicia que haja alguma intenção de ouvir os cidadãos europeus, porque o que já não é aceitável por ninguém é a criação de mais um grupo de tecnocratas incompetentes sem mandato democrático para controlar mais aspectos da vida de 500 milhões de pessoas.

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A vanguarda capitalista chinesa

No Esquerda.net

Esta situação ocorreu durante um exercício de atividades de consolidação de espírito de equipa e conduziu já à suspensão de dois executivos daquele banco, situado na província de Shanxi, no norte do país, de acordo com uma notícia veiculada pelo jornal Público.

De acordo com a imprensa local chinesa, quatro homens e quatro mulheres foram castigados por terem ficado em último lugar numa competição. Uma das mulheres ainda se tentou proteger com as mãos após a terceira ronda, mas recebeu ordens para as retirar.

[…]

Nesta ação houve ainda outros funcionários alegadamente com baixo desempenho profissional a quem foi cortado o cabelo.

Refira-se que os castigos corporais são proibidos na China desde 1986, mas esta não deverá ser uma situação inédita uma vez que a prática de castigos continua a ser recorrente, fundamentalmente nas áreas rurais do país.

 

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Quem é o incompetente?

Sei lá, ó beata, pode ser uma coisa a começar em B e a acabar em anif, quem sabe.

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As palas sociais da Europa

Um grande artigo sobre o falhanço social da Europa no Social Europe

The Commission’s latest so-called Country Specific Recommendations on strengthening the European economy show a slightly greater emphasis on social issues: a welcome (if inadequate) shift, in trade union eyes. This translates into more flexibility on budget deficits, and recognition of the importance of education and training, quality public services and access to affordable childcare.

The Commission also identifies some of the worst examples of workers’ exploitation, such as the abuse of fixed-term employment contracts in Poland (one of the highest proportions in the EU), the lack of social protection for self-employed people in the Netherlands, or the seven million ‘mini-jobs’ in Germany.

And yet the underlying narrative remains the same old story. Despite opposition from the European Trade Union Confederation (ETUC) and national unions, the message is still: austerity, structural reforms and deregulation.

This approach has already brought precarious jobs, lower wages, lack of investment and growing inequality. It has also undermined collective bargaining and social dialogue, even though these are known to be a vital ingredient in successful economies. The Commission is once more pushing for the decentralisation of bargaining and meddling in the role of employers and trade unions to agree on wages and working conditions.

It is not a lack of flexibility that is damaging EU labour markets, but the escalation in precarious work, fixed-term, involuntary part-time contracts and bogus self-employment. The recommendations fail to tackle the growing share of contracts of less than one month in France, for example, or job insecurity in Cyprus, where almost 95% of workers on temporary contracts want permanent employment – choosing instead to attack the cost of labour.

[…]

The ETUC was disappointed to see the Commission renewing its attack on higher minimum wages, especially in France and Portugal, and failing to encourage wage growth in countries where statutory minimum rates are still too low. Our research shows that in Italy and the Nordic countries, where minimum wages are set by collective agreement, there are fewer low-wage workers. We want a minimum wage of 60% of the national median, which would benefit 16% of EU workers, but so far only France and Luxembourg have achieved this.

[…]

According to research by the European Trade Union Institute (ETUI), the only countries where real wages have outstripped productivity gains by more than 2% since 2014 are Hungary and the Baltic States. By favouring sector or company-level rather than national productivity as the benchmark, the Commission risks increasing national wage inequalities.

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A verdadeira máfia

O J Manuel Monteiro chama à atenção no Aventar

Agora, com os novos terminais de pagamento multibanco, antes de inserir o código passou a ser preciso escolher a rede de pagamento, se VISA (ou outra internacional), se MULTIBANCO. Por omissão, e aqui está o detalhe, a rede é a VISA (ou outra internacional). Para mudar, sabendo-se que se pode mudar, o que não é óbvio para quem está habituado ao verde – código – verde, é preciso carregar numa tecla de cursor e, só depois, é que começa a sequência verde – código – verde. Portanto, quem fizer como sempre, estará a pagar via rede VISA (ou outra internacional). Se bem que para quem paga não deverá haver diferença, já para o comerciante significará uma comissão bancária bem superior.

Se esta mudança tivesse sido desenhada para ter impacto nulo, então a opção pré-seleccionada seria o pagamento a rede MULTIBANCO. Como não é o caso, há a suspeita de se estar perante um truque para cobrar mais dinheiro aos comerciantes.

Que faz a SIBS? Atira a culpa para a União Europeia, pois claro. Tudo o que é mau vem da união europeia, pois claro. Excepto a parte da escolha da opção por defeito, essa é toda da máfia do costume.

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