Monthly Archives: Julho 2015

A Europa não é um projecto…

Sábado

Numa entrevista focada nas longas negociações com a Grécia, que segundo o presidente do executivo comunitário só terminaram com um acordo devido ao “medo”, Juncker, questionado sobre a questão da (in)sustentabilidade da dívida grega, revelou que, pessoalmente, pretendia que uma discussão sobre a questão tivesse ficado desde já agendada para Outubro, ideia que mereceu a oposição de Irlanda, Espanha e Portugal.

… é uma união de panem et circenses com as Pessoas Muito Sérias e Responsáveis a coçarem as costas uns dos outros para a sua raça se mantenha no poder. As questões económicas e sociais à muito que não interessam, o que é preciso é manter o caminho único iniciado em Maastricht de destruir o que os cidadãos obtiveram com o seu sangue, suor e lágrimas nos últimos dois séculos. A reconquista, previsivelmente, não será agradável nem perto de perfeita, mas a história tem o dom de se repetir porque nada se aprende com ela.

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O Verdadeiro Artista

Público

O Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) detectou a prática de infracções penais e financeiras na aplicação e/ou na atribuição de fundos europeus à Tecnoforma — empresa que teve Pedro Passos Coelho como consultor e administrador.

Quer isto dizer que os investigadores do OLAF — que se deslocaram várias vezes a Portugal e mantiveram um estreito contacto com os procuradores do DCIAP durante os dois anos do inquérito — entendem que a Tecnoforma e os seus dirigentes e/ou as entidades responsáveis pela atribuição dos financiamentos que a empresa recebeu do programa Foral cometeram actos susceptíveis de ser sancionados do ponto de vista financeiro e criminal.

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Austeridade, qual Austeridade? VI

No I

O Ministério das Finanças autorizou anteontem o Ministério da Administração Interna – que tutela as polícias – a celebrar contratos de segurança e vigilância com empresas privadas para os anos de 2016 e 2017.

Entre as instalações “guardadas” por seguranças estão o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e os Serviços Sociais da PSP. Da lista fazem ainda parte edifícios da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) – organismo de auditoria às polícias – e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

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Você ainda vota nesta gente?

Na comunista Sábado

A SÁBADO detectou cinco situações de deputados em exclusividade com actividades profissionais simultâneas fora da AR. Os visados garantem, porém, que não são pagos por tais funções e cargos – mais de uma dezena, numa das situações – e que receberam o aval da Comissão para a Ética. Por outro lado, dois destes deputados omitiram ligações empresariais dos registos de interesses. A confirmar-se, as sanções previstas vão desde a reposição do abono suplementar (atribuído somente a quem está em exclusividade) recebido indevidamente, até à suspensão ou perda do mandato parlamentar.

Gente muito séria e responsável.

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Austeridade, qual Austeridade? V

Esquerda.net (estou numa de “radicalismo hoje)

O secretário de Estado dos Transportes revelou a intenção do governo de entregar a CP Carga à MSC Rail, que ofereceu dois milhões de euros pela empresa, comprometendo-se a capitalizá-la com 51 milhões. Em troca vai receber 110 milhões em vagões e locomotivas e mais 16 milhões em aluguer de locomotivas.

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Austeridade, qual Austeridade? IV

Esquerda.net

No fim de um mandato marcado pelo despedimento de dezenas de milhares de professores, o governo prepara-se para pôr os contribuintes a pagarem mais 656 turmas no privado, apesar de em muitos locais existir oferta na escola pública. A Fenprof fala em “esbanjamento do dinheiro público com motivações ideológicas”

Mário Nogueira explica ao JN que só estas 656 turmas entregues aos privados por este concurso irão custar mais 3.6 milhões de euros do que se ficassem em escolas públicas.  A razão é simples: “o Estado paga por uma turma com contrato de associação mais do que por uma pública”, diz o lídr da Fenprof.

Jn

No próximo ano letivo, irão abrir 656 turmas com contrato de associação nos 5.º, 7.º e 10.º anos, um número idêntico ao de anos anteriores. Apesar de sucessivos estudos que apontam a necessidade de racionalizar esta rede. Apesar de só um quinto destas escolas ficar a mais de 15 quilómetros das alternativas públicas. Apesar de, em muitos concelhos rurais, as escolas públicas estarem hoje a esvaziar-se e com dificuldade em assegurar a diversidade de cursos, enquanto ao lado abrem turmas de ensino cooperativo com meia dúzia de almas.

E nas alterações que fez ao regime de financiamento destas escolas, o Governo eliminou o critério original de apoiar estabelecimentos onde o público não conseguia dar resposta, passando a privilegiar a liberdade de escolha.

Essas escolas cumpriram, durante décadas, um serviço público relevante? Com certeza. Por isso mesmo, cabe ao Estado apoiar a sua reconversão, ajudando-as a ter um papel que as torne verdadeiramente alternativas – nomeadamente, reorientando-as para o ensino profissional. O que não faz sentido é que haja desperdícios num tempo de recursos escassos. A liberdade de escolha é uma falácia quando se abdica de investir, em primeiro lugar, na rede que é de todos. E que, tendo qualidade, só deixará de fora quem realmente não quiser o ensino público.

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Como mostrar-se sociopata em apenas um minuto

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Lá estão os tribunais outra vez a ser do contra

No Esquerda.net

ASAE multa Pingo Doce com coima de 500 mil euros por venda com prejuízo no 1º de Maio de 2014. A entidade fiscalizadora encontrou para venda ao público “diversos produtos alimentares e não alimentares cujos preços apresentavam ilegalidades”.

Esta prática constitui infração no âmbito das vendas com prejuízo, cujo diploma legal prevê uma coima entre o limite mínimo de 5.000 euros e 2,5 milhões de euros.

Só não percebo o que é que uma empresa precisava de fazer para multa máxima, só se for dar tudo de graça.

 

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O Cherne tem amigos interessantes

Esquerda.net

Segundo o jornal “Expresso” deste sábado, Mário David foi eleito vice-presidente da IDC numa cimeira a decorrer no México. Para presidente da IDC foi escolhido Andres Pastrana, antigo Presidente da República da Colômbia.

Um artigo com o título “El hombre detrás de los negocios-fiasco de los portugueses en Colombia” (“O homem que está por detrás dos negócios-fiasco dos portugueses na Colômbia”), publicado num site colombiano, acusa Mário David de ter aproveitado o Tratado de Livre Comércio entre a UE e a Colômbia e o Peru para beneficiar “a sua família de sangue e também para a sua família política”.

Mário David é um destacado membro do PSD, que foi eurodeputado e assessor de Durão Barroso, sendo atualmente vice-presidente do PPE (Partido Popular Europeu).

Conflito de interesses

Segundo o referido artigo, Mário David foi o relator do Tratado de Livre Comércio entre a UE e a Colômbia e o Peru e sempre “minimizou” as muitas críticas que o acordo suscitou no Parlamento Europeu (PE), críticas devidas “principalmente às violações de direitos humanos na Colômbia, à destruição do ambiente e até à facilitação de lavagem de dinheiro e a evasão de impostos”.

Referindo o conflito de interesses entre o papel político de Mário David e os negócios em que tem estado envolvido, o texto assinala que as empresas com que o ex-eurodeputado teve vínculos “hoje operam na Colômbia até em projetos onde os grupos paramilitares se encarregaram de fazer o trabalho sujo, como no caso da ampliação do porto de Buenaventura”.

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A Grécia está errada

Ando a pensar no assunto, o que a Grécia devia fazer era declarar guerra a toda a gente para a dívida ser perdoada e receber fundos para a recuperação, já que o país vai ser destruído de qualquer maneira.

Afinal, funcionou para a Alemanha.

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