Monthly Archives: Julho 2015

Portugal à Frente

Facebook de António Raminhos

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Porque o Facebook nem sempre é mau

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A solidariedade do governo

Pergunta para o governo do BE

Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República

Há muito que o Governo quer transferir o Hospital de S. João da Madeira para a Misericórdia, privatizando a gestão deste equipamento de saúde e garantindo à Misericórdia um envelope financeiro, a título de renda, para gerir aquilo que é de todas e de todos nós.
Para além de todos os impactos que esta transferência terá na vida e na saúde das pessoas, há ainda a situação inexplicável de uma pessoa que esteve em todos os lados do negócio, num claro conflito de interesses.
Manuel Castro Almeida foi Presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira quando se começou a falar nesta solução de privatização do Hospital. Chegou a anunciar que haveria um acordo para a compra dos terrenos e edifício à Misericórdia, o que se provou não ser verdadeiro, mas sabe-se que manteve contatos com a Misericórdia sobre o assunto da entrega do hospital público.
Manuel Castro Almeida é atualmente membro do Governo que tem como objetivo a entrega do hospital à gestão privada e é, em simultâneo, 1º secretário da Mesa da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira. Esteve, portanto, em todos os lados do negócio, exercendo ativamente funções em conflito de interesses e sem se saber concretamente com que interesses.

No parlamento:

O Bloco lembra ainda as estranhas declarações públicas do provedor da Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira aquando da última Assembleia Geral, onde declarou, sobre Castro Almeida: “Tive sempre o seu apoio. Ajudou-me, abriu-me muitos caminhos, levou-me a sítios onde teria dificuldade de chegar”.

 

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A outra narrativa

Ramón Grosfogue, sociólogo da Universidade de Berkeley em entrevista ao Publico.es traduzido pelo Esquerda.net

[E]sta divisão [norte contra sul da Europa] começou no século XVII, quando o sul da Europa era visto como um lugar inferior após a Guerra dos Trinta Anos, quando Amesterdão tira Espanha e a Península Ibérica do centro do sistema-mundo criado a partir da expansão colonial de 1492.[…]

No norte utilizam termos como PIGS e dizem que a causa da crise são os países do sul, porque são vadios, preguiçosos e corruptos. Como se no norte não existisse corrupção, como se a corrupção fosse uma característica do sul europeu. Não reconhecem que a causa da crise é a pilhagem do capital financeiro internacional. Mas não é nada de novo. É o mesmo discurso que o ocidente utilizou para explicar a pobreza em África, América Latina e Ásia.

É um discurso totalmente racista que tem estado sempre aí desde há quatrocentos anos, e que volta a emergir agora com força a partir da crise.

[…]

O capital financeiro alemão no século XXI precisa de periferia. A Alemanha sempre foi um império que perdeu a batalha das periferias em África, Ásia e América Latina. Por isso, olha para o leste da Europa, que é a sua periferia histórica, e para o sul da Europa como a sua nova periferia no século XXI. Sem periferias não têm como competir com a ascensão da China e com os Estados Unidos. E daí conclui-se? O sul da Europa, nos últimos vinte anos, “ficou muito caro” nos seus custos de produção e mão-de-obra para a concorrência do capital financeiro alemão com a China. Daí a política de austeridade do capital financeiro alemão através da troika para empobrecer o sul da Europa e assim produzir mão-de-obra barata. Nas atuais negociações, a Grécia cede e mesmo assim os alemães impõe mais restrições, por que o que se quer no fundo é que acabem de sair.

[…]

Dado a ascensão da direita e da extrema-direita no norte, uma política de esquerda antitroika e antineoliberal tem que assumir a saída do euro; e isto somente se consegue se se conseguir uma mudança anticolonialista, assumindo-se como parte do sul e deixar a ilusão europeia de uma vez por todas.

[…]

Falaste do racismo do norte contra o sul. Na Europa aumentam os partidos de extrema-direita. Em Espanha não há uma Marine Le Pen, achas que há menos racismo?

Isso é uma falácia. A extrema-direita espanhola está no Partido Popular. No PP estão todos os discursos de Marine Le Pen, mas camuflados, como se fosse a direita clássica. E se há dúvidas, basta olhar para as políticas aplicadas nos últimos quatro anos. Eles são a extrema-direita na prática; nas suas políticas tens racismo, austeridade, lógicas neoliberais selvagens, tens tudo.

[…]

O problema não é o extremista com preconceitos mas as próprias instituições normativas das sociedades ocidentalizadas que estão construídas sobre práticas racistas para imigrantes ou minorias. Estas práticas encontra-las no mercado de trabalho, na ausência de direitos de cidadania, na falta de acesso a recursos, etc.

[…]

A opressão de classe vive-se também de forma diferente se se pertence a um grupo afetado pelo racismo ou não. […]  Mas isso não se passa só no México, em Marrocos ou no chamado Terceiro Mundo. Isto passa-se dentro do mundo ocidental, nas suas cidades globais, onde há zonas de manufatura com mão-de-obra migrante onde se tenta reproduzir os custos da China.

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À segunda só cai quem quer

Roubado ao Ladrões de Bicicletas

«Na página 35 do programa da coligação PSD-CDS consta a proposta de privatização da Segurança Social. Depois de 4 anos a privatizar tudo o que mexe, depois de 4 anos a degradar serviços públicos e a criar (pela primeira vez) défices no sistema contributivo da Segurança Social, a coligação avisa que, na próxima legislatura, será mesmo para avançar, rápido e em força, para a privatização da Saúde, da Educação e, sobretudo – através do chamado plafonamento das pensões – para a privatização da segurança social. Os portugueses ficam avisados.»

– João Galamba (facebook)

«Injustamente criticada por não reconhecer a bondade das políticas económicas de inspiração keynesiana, a coligação de direita revela agora o seu novo acordo, o seu neo-super-auto-keynesianíssimo: num mandato, destruir o Estado Social, no outro, apostar no Estado Social; num mandato, aumentar as desigualdades, no outro, diminuí-las. Assim pretendendo perpetuar-se no ciclo de poder. Num mandato, tratar os portugueses como trouxas, no outro, tratar os portugueses como trouxas.»

– Tiago Tibúrcio (facebook)

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Austeridade, qual Austeridade? VIII

Correio da Manha

[O governo] propõe-se gastar cerca de três milhões de euros num estudo sobre a caracterização das deslocações dos seus funcionários e na criação de estacionamento de bicicletas nos organismos da Administração Pública.

Os portugueses não comem TGV, mas comem estudos, pareceres e demais lixo que as empresas de deputados e comentadores tão fiéis ao caminho único defecam todos os dias.

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Portugal Está Melhor ™ VII

Jn

A economia portuguesa entrou novamente numa situação de desequilíbrio externo. O “problema” dissipou-se na segunda metade do programa da troika, reflexo das políticas de ajustamento (redução do crédito, do consumo, do investimento), mas este ano a balança corrente e de capital (sobretudo a corrente) tornou a derrapar, tendo registado o maior défice desde 2012 no período de janeiro a maio (acumulado).

De acordo com os dados atualizados do Banco de Portugal, as maiores drenagens de rendimento acontecem nos investimentos de carteira: o saldo de juros, associados a operações de empréstimos a menos de um ano, está em 810,9 milhões de euros negativos; nos rendimentos de investimentos em “participações de capital e fundos”, o desequilíbrio ascende a 579,3 milhões de euros.

Este último item engloba “rendimentos de investimento de carteira sob a forma de dividendos e outros rendimentos de participação no capital social” (que não os de investimento direto) “decorrentes da detenção de ações, unidades de participação [fundos], depositary receipts e outros de natureza análoga”, explica uma nota do Banco de Portugal.

 

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A farsa

Esquerda.net

Bruno Maçães quer estender a narrativa do governo sobre a evolução do emprego à imprensa internacional e não poupou esforços nos últimos dias para atacar uma notícia do Wall Street Journal. O artigo publicado na sexta-feira sobre os efeitos da austeridade em Portugal falava do desemprego e da emigração sem paralelo nas últimas décadas e Maçães não gostou, e logo no sábado repetiu os números de Passos Coelho sobre criação de emprego, que simplesmente anulam a primeira parte do mandato do governo.

Bruno Maçães voltou à carga esta segunda-feira no Twitter, altura em que o debate passou a envolver também o chefe de redação do Wall Street Journal em Bruxelas, Stephen Fidler, que garantiu a Maçães que o governante português era a primeira pessoa a quem ouvia defender que a crise começou em 2011.

O governo já está tanto na extrema direita que até o WSJ o contradiz…

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Austeridade, qual Austeridade? VII

Esquerda.net

O consórcio Gateway, do norte-americano David Neeleman e Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, vencedor da privatização da TAP, pretende financiar a empresa através da alienação de ativos que posteriormente alugará. Confuso/a? Soa-lhe estranho? Não, é apenas a história de mais uma privatização em Portugal.

Os novos proprietários vão vender parte dos aviões da TAP, que continuarão a utilizar através de um contrato de empréstimo, prevendo obter com a operação cerca de 100 milhões de euros.

Segundo o Jornal de Notícias, esta foi uma das medidas de capitalização apresentadas ao executivo de Pedro Passos Coelho. Outra, não menos “curiosa”, passa por “utilizar fontes de financiamento que a companhia atualmente já tem ao seu dispor”. Ou seja, tudo ferramentas de gestão que a empresa já detinha quando era pública e bem longe das promessas de injeção de liquidez que Governo e o agrupamento candidato prometiam publicamente.

Para o governo PSD/CDS era imprescindível privatizar a empresa e retirar o Estado do seu controlo. Curiosamente, a saída do Estado português vai ser colmatada com a entrada do Estado brasileiro, através do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), que a Gateway apresentou como parceiro e futuro acionista. “Estamos extremamente satisfeitos com o elevado nível de apoio, incentivo e orientação que estamos a receber ao mais alto nível do Estado brasileiro”.

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Sete boas razões para (não) privatizar

Catarina Martins no Esquerda.net

Privatiza-se porque os mercados liberalizados garantem os melhores preços para os consumidores. E assim se venderam a EDP e a REN e a conta da luz aumentou 30%. E assim se vendeu a ANA e as taxas de aeroporto aumentaram outro tanto.

2. Privatiza-se porque a gestão privada é que é boa e espera-se que ninguém se lembre da PT, do GES, do BES e as tantas outras falências de gigantes privados.

3. Privatiza-se porque o país precisa de dinheiro e assim se venderam os CTT por metade do preço que valem hoje em bolsa, muito embora mantenham exatamente os mesmos bons resultados que tinham. Mas com uma diferença: agora os dividendos não ficam no Estado. Como os da EDP, da REN, da ANA, também os lucros dos CTT vão agora para o estrangeiro.

4. Privatiza-se porque há uma dívida das empresas para pagar. Mas a dívida nunca vai com o negócio. Na TAP, a dívida será paga, como nos últimos 20 anos, em que o Estado nunca lá pôs dinheiro, pelos proveitos da própria empresa. E em último caso, volta a bater-nos à porta. Nos transportes coletivos do Porto e Lisboa, a dívida entrou toda para o Estado e a concessão a privados é só da parte que dá lucro.

5. Privatiza-se porque assim novos investimentos surgem e mais emprego se gera. E a cada empresa privatizada só se ouve falar de reestruturações e ajustamentos, o que só quer dizer despedir e encolher.

6. Privatiza-se, enfim, para acabar com os jobs for the boys e as famigeradas PPP. E Eduardo Catroga, depois de negociar a venda do que restava da EDP no memorando da troika, lá foi para o conselho geral da EDP e para seu salário milionário. E José Luís Arnault, depois de ter estado, ora do lado privado ora do lado público, em quase todas as privatizações, lá foi para a Goldman Sachs, o maior acionista dos CTT. E quem ficar com os autocarros e metros do Porto e Lisboa receberá por km, quer tenha passageiros ou não, tal qual as PPP das ex-scuts, que o Estado paga aos privados passem ou não passem carros nas autoestradas.

7. Privatiza-se porque é seguro e dá menos dores de cabeça. As empresas privadas vão continuar a fazer serviço público porque prometeram. E nós acreditamos. Acreditamos que alguém assumirá por nós a responsabilidade que é nossa. Que uma empresa estatal chinesa nos vai fornecer sempre a energia de que precisamos, que um senhor americano vai garantir as ligações aéreas que nos unem à família lá longe, que um banco internacional será o garante do serviço postal na aldeia perdida do interior, que a empresa francesa garante que teremos o autocarro ou o metro que precisamos para ir para o trabalho ou a escola com o passe a um preço justo. Se não fosse um assalto, dir-se-ia que é um conto de crianças.

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