Monthly Archives: Março 2015

Não dá mais do que isto

Der Terrorist

Descontando o facto de neste vale tudo atentatório do Estado de direito a ministra da Justiça poder aparecer amanhã em ‘modo Paulo Morais‘ para justificar a reintrodução do pelourinho em todos os concelhos, «a taxa de reincidência no crime de abuso sexual de menores é de 80% a 90%» e posso prová-lo, uma vez que a «larga maioria dos abusos sexuais de menores acontece no seio da família ou é cometida por pessoas “muito próximas”» a ‘Lista de Paula’ é para afixar no hall de entrada ou na sala de refeições da casa da vítima, para o menor saber que tem um familiar que abusa sexualmente dele e para o abusador não se esquecer que é um abusador sexual de um familiar?

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Transportes Ferróviários

Público.pt

O Conselho de Ministros aprovou, nesta quinta-feira, os decretos-lei que vão permitir avançar com a privatização da CP Carga e da EMEF. Os diplomas terão agora de ser promulgados pela Presidência da República e só depois será criada uma comissão de acompanhamento e aprovado o caderno de encargos que dita as condições de venda das duas empresas públicas.

Depois de os quadros mais qualificados e com maior experiência terem saído graças ao tratamento que têm sofrido ao longo dos anos, o futuro será, sem dúvida, risonho.

Mas a imaginação do governo não pára por aqui

Mas a electrificação das linhas permitirá criar novos serviços e ligações mais rápidas e directas entre algumas cidades. Assim o queira a CP, que praticamente deixará de ter dores de cabeça com uma frota diesel envelhecida e passará a poder gerir a sua operação com comboios eléctricos em todas as linhas.

Como se a frota eléctrica fosse nova ou esteja em grandes condições… Dá jeito saber do que se fala.

A electrificação da linha do Oeste (135 milhões de euros) poderá pôr esta região na geografia ferroviária nacional se a CP fizer comboios directos de Lisboa a Coimbra e Porto, servindo Torres Vedras, Caldas da Rainha, Marinha Grande e Leiria.

Com que comboios?

Mas onde passam comboios de mercadorias também passam composições de passageiros e, tecnicamente, nada impedirá que a CP prolongue o seu serviço Intercidades de Évora até Elvas e Badajoz.

Nem merece comentários.

Tudo isto depende da capacidade de inovar da CP aproveitando as “novas” infra-estruturas.

Com o dinheiro que nunca existiu para a CP? Não me digam, vão ser os privados que o vão fazer, coisa que não acontece à um século.

A empresa inverteu recentemente a política de divisão em unidades de negócios, voltando a integrar serviços que antes eram quase empresas autónomas.

A culpa foi, certamente, da falta de productividade dos funcionários púbicos.

 

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Há que sonhar

Diário de Notícias

Merkel diz que acto de co-piloto foi “um crime contra as vítimas e as famílias”

Por outro lado, se pensava que ias lá dentro, é desculpável…

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Portugal Está Melhor ™

Diário de Notícias

Quase 40 mil crianças e jovens perderam o direito ao abono de família entre dezembro de 2013 e o mês homólogo de 2014, em que havia 1.146.344 beneficiários, revelam dados do Instituto da Segurança Social (ISS) hoje divulgados.

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Falta de espelhos no governo

Jornal de Negócios

Passos Coelho enviou para Bruxelas lista preliminar de 113 projectos estratégicos no valor de 31,9 mil milhões de euros, dos quais 24 são parcerias público-privadas.

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço. Também conhecido como o método Milu.

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O liberalismo em todo o seu explendor

Jornal de negócios

“É fundamental que qualquer decisão tomada seja com o total respeito pela legalidade. Senão ainda acabamos a ter de indemnizar Ricardo Salgado e a Goldman Sachs”, avisou Maria Luís Albuquerque.

Ora bem, a justiça só deve existir para quem a Milu quiser e quando quiser

“A afirmação de que o Estado deve obrigar o Novo Banco a pagar papel comercial é de uma enorme falta de cautela. O Estado, ao obrigar, assume responsabilidade numa decisão, qualquer que ela seja. Recomendaria uma enorme preocupação no tratamento da matéria”, atirou Maria Luís Albuquerque.”

Portanto, se os socialistas redistribuem o dinheiro, é roubo. Se a Milu decide retirar dezenas de milhares de euros às pessoas, à margem da lei, os tribunais que decidam, se não prescrever primeiro.

É isto que temos.

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Há lapsos mais iguais do que outros

Jornal de Negócios

“A proposta foi enviada na véspera, ao final do dia e entregue em mão no conselho de ministros, e foi aditada na agenda do conselho de ministros. A nota que foi dada ao meu gabinete foi que era uma antecipação de medidas já previstas na directiva e que era importante antecipar”, contou Maria Luís Albuquerque aos deputados do inquérito parlamentar.

(…)

“Foi um lapso e perguntámos porque tinha ocorrido. A explicação que encontrámos é que, normalmente, o comunicado do conselho de ministros é preparado de véspera. Como o diploma entrou directamente para a agenda, houve um lapso”, comentou a ministra.

Curioso é que houve empresas que receberam o “comunicado” a tempo de retirar o dinheiro todo. Coisas.

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A culpa é do “capitalismo”

Esquerda.net

Para além de problemas que terão de ser resolvidos pela Justiça, Mariana Mortágua sublinha que há um aspeto que permitiu que o caso BES atingisse a dimensão que atingiu:

Até a fuga ao fisco pode ser feita de forma legal em Portugal

“É que neste caso tudo é legal. Castelos construídos sobre dívidas – é legal. Empresas donas de bancos ou bancos donos de empresas – é legal. Conglomerados mistos; conglomerados complexos divididos por vários países – é legal. Empresas que não apresentam contas consolidadas nem dão toda a informação sobre a sua situação financeira – é legal. Transferências para empresas que ninguém conhece, não sabemos onde está o dinheiro, não sabemos a quem pertence – é legal. Até a fuga ao fisco pode ser feita de forma legal em Portugal”, enumerou a deputada do Bloco.

Mas pronto, há quem ache que enquanto se continue a chamar capitalismo e democracia ao que temos, está tudo bem.

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Afinal estamos a financiar o quê?

Via economiainfo.com

Mas há um problema, que se faz sentir sob a forma de euros perdidos. É que nesta era de taxas de juro muito baixas, aqueles que mais depósitos têm sem os investir em algo com um pouco mais de risco, não retiram qualquer rendimento do dinheiro que têm.

Para o Estado português, que só tem estes depósitos porque se endivida — e ainda a uma taxa média próxima de 4% — isso é particularmente grave.

Se não vejamos: dos 24 mil milhões de euros de excedentes, cerca de montante 18,5 mil milhões são colocados no banco central, onde a taxa de depósitos oferecida é de -0,2%. Isto significa que, para além de pagar juros pelos empréstimos que pede para ter este excedente, o Estado português ainda paga juros pelos depósitos que tem de fazer com este excedente. Ao ano, mantendo-se um nível de depósitos como os actuais, serão qualquer coisa como 40 milhões de euros que o Estado paga ao BCE para este lhe guardar os cofres cheios.

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Até as mentiras são cada vez mais incompetentes

A não perder, no Ladrões de Bicicletas

Proponho-lhe a revisitação à versão oficial sobre a lista VIP e tentar perceber se é verosímil.

O texto é longo, mas dá para perceber que o secretário de Estado Paulo Núncio (SEAF) esteve pelo menos um mês sem curiosidade de pedir mais informação à Administração Tributária (AT), ou de confrontar o seu director-geral com as saraivadas de notícias e comentários sobre a lista VIP. E que o director-geral esteve igual período sem achar que o assunto era suficientemente importante para informar a tutela do que se passara na realidade.

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