Monthly Archives: Fevereiro 2015

Baixos salários

Via Público:

A nova medida que incentiva os desempregados a aceitar emprego por um salário inferior ao subsídio foi publicada nesta terça-feira em Diário da República e produz efeitos desde o início do ano. Os apoios pagos mantêm-se, mas o universo de potenciais beneficiários é alargado, com o objectivo de tornar a medida mais atractiva e combater os fracos resultados da primeira versão que, em dois anos, apenas chegou a 319 desempregados.

Isto é do mesmo governo que disse o seguinte, certo?

Quando olhamos para o médio e longo prazo, verificamos que é necessário criar valor suficiente para defender um modelo não de baixos salários num determinado país ou economia.

Que as empresas possam viver à custa do estado não causa urticárias a estes liberais de pacotilha. Já que as pessoas tenham direito a subsídios para os quais contrbuíram é porque são malandros. Tá certo.

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Amigos, amigos, negócios aparte

Há um ano e meio, eram 4400.

Pena que em campanha tenha garantido que “que não (ia) “enxamear” o Estado com boys do PSD”. Imagino se fosse… Mas pronto, há quem mereça mais o emprego do que outros. Afinal, se estes 480 tivessem o cartão partidário em ordem, não iam para a rua.

Mas à quantidade de colaboracionistas que se lê nos comentários do jornal, está bem assim.

É difícil querer mais para os portugueses, que têm o governo que merecem.

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Petição sobre submarinos afunda outra vez

Petição dos submarinos desaparece pela segunda vez do Parlamento

Se a petição entregue a dia 22 de janeiro não tinha sido encontrada pelos funcionários parlamentares, em pouco menos de 72 horas o mesmo documento entregue pelos autores da petição voltou a não ser encontrado.

(…)

Perante estes factos, Albino Soares refere que esta questão “está a ser analisada pelos seus Serviços competentes”.

Se forem os mesmos serviços competentes que decidiram o arquivamento, estamos conversados.

 

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A saga dos clientes do BES continua

Quem decide o futuro dos investidores não investidores? (E digo isto porque no há post anterior do link uma imagem de um contracto com “Capital e Juros Grantidos”)

Declarações do atual presidente do Conselho de Administração do BES, Máximo dos Santos, na Comissão de Inquérito, sobre a situação:

As provisões constituídas para garantia dos clientes que compraram obrigações GES estão no BES, e não no Novo Banco (668 milhões). A responsabilidade do seu pagamento é das entidades emitentes, ou seja, ESI, Rioforte e outras. O BES poderá ser responsabilizado pelo rembolso das mesmas se se comprovar que houve dano na forma como foram comercializadas. O Novo Banco pode assumir essa responsabilidade, cabendo essa decisão ao Novo Banco e ao Banco de Portugal (coisa que fez, em agosto, tendo recuado entretanto).

Estas declarações entram em contradição com a carta enviada pelo Banco de Portugal:

bdp

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E qual a razão do limite dos 3% de défice?

Porque é um número bonito:

Chamado de urgência ao Ministério das Finanças, numa noite de Maio de 1981, Guy Abeille foi obrigado a puxar pela cabeça. Um défice de 1% não podia ser: era “impossível de atingir”. E se fosse 2%? Também não podia ser, já que colocaria o governo sob “demasiada pressão”.

Foi então que lhes ocorreu a cifra mágica dos 3%. “Isto era um bom número, um número que atravessou todas as épocas, que fazia pensar na Trindade”, explicou ao “Le Parisien”.

Lembre-se disso da próxima vez que alguém questione o modelo europeu e seja logo insultado de anti-europeísta.

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Depois de provocado o caos, a culpa é dos outros

Porque a culpa não pode ser da destruição do serviço público, não:

O deputado do PSD Miguel Santos considerou, esta terça-feira, que o bastonário da Ordem dos Médicos perdeu a independência e a credibilidade, acusando José Manuel Silva de confundir “a sua agenda política” com as funções que exerce.

(…)

“Lamentamos profundamente a forma como o bastonário da Ordem dos Médicos exerce as suas funções, não adotando uma posição institucional respeitável. Devia procurar os consensos em vez de optar por uma linguagem panfletária”, declarou.

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O radicalismo espalha-se

Primeiro, é Manuela Ferreira Leite:

As políticas de austeridade que foram impostas a determinado tipo de países foram absolutamente cegas e sem permitir qualquer espécie de alternativa, isto é, houve uma imposição de uma ortodoxia verdadeiramente fanática sem nenhuma consideração de natureza social.

(…)

Este risco que o povo grego correu é um sinal do desespero. É uma grande vitória da democracia.

Depois, são os alemães:

“Antes de meterem a mão nos bolsos dos alemães, os gregos deviam pensar nos seus próprios milionários”, disse o deputado Kurt-Georg Wellman ao jornal “Bild”.

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