Monthly Archives: Janeiro 2015

Jacinto Capelo Rego foi avistado

«Foi montado um esquema para fugirmos aos impostos» com o negócio dos submarinos

 

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Hoje é o primeiro dia do projecto Europeu

Assim, pelo menos, esperamos todos os que já usámos o cérebro para perceber que este modelo, não só de união económica, mas de todo o sistema económico e financeiro não é sustentável para o povo Europeu.

Pode-nos sair mais um Hollande, ou mais um Obama, ou quem sabe mais um Allende, mas, pelo menos, é o reconhecimento de que nada pode ser como dantes.

É evidente que o que vem a seguir pode continuar a ser tudo e mais alguma coisa, nada de novo existe que impeça a Europa de seguir o modelo Húngaro ou o Anglo-saxónico de destruição da democracia e da liberdade, nem tão-pouco os que impeça os fantasmas do racismo e do fascismo, mas os Gregos ganharam o seu lugar na história por serem o primeiro povo a querer mudar o mundo para aquilo que inevitavelmente será o futuro, demore as décadas que demorar. E não pensem que acho que são poucas ou pacíficas, porque não serão, há muitos interesses que há muito lutam para que tudo fique na mesma, mas a sustentabilidade dum modelo baseado em cada vez maior escarcidade apesar do avanço tecnológico acabou.

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(Alguns) compromissos são para manter

Novas regras para produção de electricidade em autoconsumo entram hoje em vigor

O novo regime, que foi publicado em Diário da República no passado dia 20 de outubro, estabelece que há isenção de controlo prévio no caso das instalações mais pequenas, com potência de ligação inferior a 200W, enquanto nas instalações com potência instalada de 200W a 1,5kW é necessário apenas fazer uma comunicação prévia à Direcção Geral de Energia e Geologia, desde que o consumidor não pretenda injectar energia na rede pelo preço do mercado grossista.

(…)

Já quem optar por mais de seis painéis fotovoltaicos (até 1 MW de potência), terá de fazer registo prévio da instalação e aguardar por uma vistoria técnica. Acima desse nível de potência, torna-se necessária uma licença de produção, explicou também o governante.

A filha-da-putice não tem limites.Além de, mais uma vez, quebrarem um acordo implícito entre o estado e o contribuinte, ignoram Kyoto e as consequentes multas europeias e fazem favores orais à EDP para terem uns tachos onde sentar o traseiro daqui a seis meses.
Não há aí um terrorista qualquer que nos salve desta gente?

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Foi muito melhor ter tido a Troika

j. manuel cordeiro, no Aventar:

Se não tivesse sido como foi, o rendimento das pessoas teria caído drasticamente (Salários caíram 22% no Estado e 11,6% no privado desde 2011), o desemprego teria disparado (Portugal é um dos 3 países que mais empregos perderam) e a fome ter-se-ia generalizado (Hospitais atendem cada vez mais grávidas com fome).

Em consequência deste cenário negro, sem termos sido salvos da bancarrota, a emigração teria disparado  (Só no ano passado [2013] emigraram 110 mil portugueses) e as contas públicas teriam ficado incontroladas (Portugal tem a terceira maior dívida pública da zona euro).

Finalmente, sem a preciosa ajuda da troika, serviços básicos do estado, como a saúde, teriam entrado em colapso (Ambulâncias retidas no hospital de Torres Vedras por falta de macas). A educação seria novamente parente pobre no estado (OE2015: Educação no topo dos ministérios que levam corte). E a corrupção dominaria a economia (Corrupção afecta o dia-a-dia de mais de um terço dos portugueses).

Ainda bem que nada disto aconteceu. Porque mau, mesmo mau, era ter acontecido e irmos para a bancarrota na mesma, levando com dose dupla de miséria. Demos graças ao maravilhoso governo que nos poupou tantos sacrifícios, a tal ponto que até sonha ganhar as próximas eleições. Ámen.

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Serviço Público na RTP

Ainda vai existindo, por muito que o tentem matar.

 

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Porque funcionou bem… nunca

Passos trava concessão da Carris e do Metro à Câmara de Lisboa

A proposta de António Costa para a transferência da gestão das empresas de transporte de Lisboa para o município, que tinha sido bem recebida pelo Ministério da Economia, foi travada pelo primeiro-ministro, que prefere entregar sector a privados.

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Preso no tempo

Primeiro-Ministro português entende que emissão de mais moeda seria “péssimo sinal”

O Primeiro-Ministro disse hoje, na Golegã, que a discussão em torno do papel do Banco Central Europeu “não traz uma solução para o problema imediato” com que a Europa se confronta e frisou que a emissão de mais euros “seria um péssimo sinal”.

(…)

“Na Europa isso já aconteceu há largas dezenas de anos e a Europa viveu uma guerra muito forte por causa disso”, afirmou, sublinhando que essa é uma “memória ainda muito acesa” na Alemanha e que muitos países “também têm esses receios”. Para o primeiro-ministro, não há consenso quanto à ideia de “monetização dos défices” e, no seu entender, o caminho passa precisamente pelo contrário. Passos Coelho reafirmou que os países que tiveram que recorrer à solidariedade dos outros Estados-membros têm a obrigação de devolver essa solidariedade em confiança de que são capazes de pôr as contas em dia. “Quem quer pôr as contas em dia não começa por dizer ‘não quero pagar ou quero que seja o BCE a pagar'”, disse, sublinhando que não quer “embarcar na conversa fácil de dizer que é o BCE que tem que pagar a dívida de Portugal”.

Na altura em que se confirma a deflação invevitável da zona Euro, o primeiro-mentiroso anda perdido nos anos 30.

Quanto a pôr as contas em dia, expressão curiosa para quem duplicou a dívida enquanto destruiria a capacidade económica do país.

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Ai aguenta, aguenta

Via esquerda.net

O email que o BPI enviou esta semana aos clientes, alertando-os para o “espectro” de uma vitória do Syriza, teve resposta de Catarina Martins, que estará esta quinta-feira em Atenas no maior comício da campanha eleitoral grega.

Congratulo-o pela fidelidade aos amigos, pela sua constância, mesmo nos tempos difíceis. Em 2012, o governo da Nova Democracia e do Pasok impôs ao BPI, que detinha dívida grega, uma perda de 339 milhões de euros, numa reestruturação conduzida pela troika em troca de mais austeridade. Hoje, no momento da aflição destes governantes gregos, o BPI não hesita em defendê-los junto dos seus clientes: Samaras e Venizelos são afinal quem “está mais em linha com Bruxelas”.

(…)

Se o povo quiser e o Syriza ganhar, muito mudará na Grécia e na Europa. E os mercados financeiros aguentam. Ai aguentam, aguentam.

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Ó tempo, volta para trás…

Ah, pois, foi sempre esta a teoria do FMI:

Para a directora-geral do fundo, as medidas “vão aumentar de forma significativa as perspectivas do BCE alcançar a sua meta de estabilidade dos preços”. Mas para além do efeito do BCE, diz Lagarde, é preciso que a intervenção do BCE – através da compra de activos do sector público e privado no valor de 1,1 biliões de euros, pelo menos até Setembro de 2016 – seja acompanhada por medidas que promovam o crescimento no espaço da moeda única.

Paralelamente à compra de dívida, diz Lagarde, é “essencial” que esta “política acomodatícia” seja suportada por outras “medidas abrangentes e tomadas em devido tempo noutras áreas”, seja por reformas estruturais que aumentem o crescimento potencial dos países da zona euro, seja por medidas que promovam a procura.

Ai agora é importante aumentar a procura… Mudou alguma coisa e ninguém sabia?

De manhã, ainda antes de ser conhecida a decisão do BCE, amplamente antecipada nos mercados, com as bolsas a subir e o euro em queda, Lagarde mostrou-se convicta de que o plano vai resultar – porque, diz, já está a ter resultados. “Até certo ponto podemos dizer que já funcionou”, notou Lagarde no Fórum Económico Mundial, em Davos, referindo-se às expectativas dos mercados e ao sinal de confiança dado por Draghi.

E, minha cara, isto não chega para palitar um dente. Então agora as taxas de juro baixas são tão boas que é preferível não investir? (krugman)

So look at German yields (Germany because it’s presumably the safe asset of Europe). A week ago German index bonds coming due in 5 years yielded -.31, while ordinary bonds of the same maturity offered a slightly negative yield; so the implied prediction of inflation was about 0.3 percent over the next five years. Now the index yield is -.46, while nominal yield is slightly positive, implying expected inflation of around 0.5 percent. So that’s a 0.2 percentage point rise in the expected 5-year inflation rate.

At a 10-year horizon it seems to be a bit less but in the same ballpark, maybe 0.15 percentage points.

We can also estimate the effect indirectly, via the exchange rate. Not much change in the US-Germany interest differential, but around a 2 percent fall in the euro; as I explained in the linked post, this is consistent with a roughly 0.2 percent rise in expected euro area inflation over the next decade.

So, Draghi’s big announcement seems to have raised expected European inflation by one-fifth of a percentage point. That’s actually a lot to accomplish under the circumstances, but it’s also far too little to turn Europe around on its own. Great work, Mr. Draghi, but it’s going to take a lot more than this to save the day.

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É por isto que ninguém liga a esta competição

A parte boa é que dificilmente esta besta já não nos apita mais este ano.

http://www.fcporto.pt/pt/futebol/fichas-de-jogo/Pages/SpBraga-FCPorto.aspx

Depois de todos os roubos desta época, este é extraordinariamente óbvio para quem for honesto.

Felizmente, Porto é isto.

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