Monthly Archives: Janeiro 2015

Carta aberta de Alexis Tsipras

O Aventar novamente chega-se à frente para traduzir mais um importante documento:

Em 2010, a Grécia deixou de conseguir pagar os juros da sua dívida. Infelizmente, as autoridades europeias decidiram fingir que o problema poderia ser ultrapassado através do maior empréstimo de sempre, sob condição de austeridade orçamental, que iria, com uma precisão matemática, diminuir drasticamente o rendimento nacional, que serve para pagar empréstimos novos e antigos. Um problema de insolvência foi tratado como se fosse um problema de falta de liquidez.

(…)

O meu partido e eu próprio discordamos veementemente do acordo de Maio de 2010 sobre o empréstimo, não por vós, cidadãos alemães, nos terdes dado pouco dinheiro, mas por nos terdes dado dinheiro em demasia, muito mais do que devíeis ter dado e do que o nosso governo devia ter aceitado, muito mais do que aquilo a que tinha direito. Dinheiro que não iria, fosse como fosse, nem ajudar o povo grego (pois estava a ser atirado para o buraco negro de uma dívida insustentável), nem sequer evitar o drástico aumento da dívida do governo grego, às custas dos contribuintes gregos e alemães.

(…)

Infelizmente, a ‘recuperação grega’ é tão-somente uma miragem que devemos ignorar o mais rapidamente possível. O recente e modesto aumento do PIB real, ao ritmo de 0,7%, não indica (como tem sido aventado) o fim da recessão, mas a sua continuação. Pensai nisto: as mesmas fontes oficiais comunicam, para o mesmo trimestre, uma taxa de inflação de -1,80%, i.e., deflação.

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Afinal, Merkel não desgosta dos portugueses

Pelo menos, acaba de atirar as pretensões presidencias do Zé Manel para debaixo do autocarro

Afinal a austeridade sacrossanta que castiga países como Portugal não é culpa de Merkel ou de Schäuble, os maus da fita para mais de metade da Europa. Não. A culpa é de Bruxelas, da Comissão Europeia e do incompetente presidente Durão Barroso. Pela segunda vez em menos de um mês, o verniz voltou a estalar entre a Alemanha e Bruxelas, deste vez em sentido totalmente contrário ao da posição de Berlim quando o presidente da Comissão Europeia disse que já bastava de austeridade. Quarta-feira, num encontro informal em Berlim com jornalistas, Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, afirmou que os programas de ajustamento da troika são demasiado rígidos e com pouca flexibilidade, criticando Durão Barroso por não ter nomeado um comissário europeu para a Grécia. Já Angela Merkel, que também participou na reunião, defendeu que o pacote de 6 mil milhões de euros para promover o emprego jovem na UE deveria antes ser utilizado para pagar reformas, de forma a serem criadas vagas nos empregos já existentes.

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Cavaco, Portas e Passos sabiam do que se passava no BES

A defesa do que se fez com o BES cada vez é mais claramente manipulação

Durante a comissão afirmou ter-se encontrado com Cavaco Silva em abril de 2014 para o assegurar de boas relações mantidas com Angola. Contudo, disse que o Presidente “não teve mais nenhuma intervenção neste processo”.

Mas esta quinta-feira desmente estas afirmações, admitindo ter-se encontrado novamente com Cavaco Silva em maio de 2014 para fazer um “pedido de apoio institucional” e “confiança nos planos de recuperação” do BES.

Também não se sabia de uma reunião que teve com Paulo Portas em maio, exlicando que marcou a reunião com o mesmo intuito da com Cavaco.

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Sobre o espezinhamento dos professores

Vale a pena ler o Paulo Guinote:

E mais que não fosse, menino, tu és de um meio socialmente desfavorecido e tu, menina, és de uma minoria cultural economicamente deprimida pelo que se forem estudar para a Universidade, irão acabar em cursos para professor, porque não sabem fazer mais nada porque isso diz o monteiro do jornal e o hélder de sousa que é diniz mas não é erro porque é de família, e depois irão fazer uma prova e dar erros e o investigador cristão dirá que vocês – benzós Deus que não é nada de pessoal ou sequer preconceituoso – darão erros exactamente porque são professores e são professores porque foram pobrezinhos que não conseguiram ir tirar o curso à Católica porque não tiveram liberdade de escolha no Secundário, nem ninguém a meter uma cunha para vos arranjar um financiamento para uns estudos e uma assessoria e por isso mesmo são maus professores para os “nossos filhos”, mesmo de quem não tem filhos, estão a perceber ou querem que vos faça um desenho com 17 jogadores, dos quais 6 no banco, de preferência o Eliseu e o Mourinho a seleccionador?

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Uma ideia para melhorar a UP?

Que tal deixar de tentar adoptar o aborto ortográfico?

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Sobre contos para crianças…

Há quatro anos, no JN:

Passos diz que não será preciso cortar salários nem fazer despedimentos: O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou, este sábado, que fez as contas e está em condições de garantir que não será preciso cortar salários nem fazer despedimentos para consolidar as finanças públicas portuguesas.

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A estabilidade que a direita europeia preferia

Procurador Turco diz que tem uma gravação de Erdoğan a dizer que tem um mil milões de euros para esconder

Este também é Charlie…

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Série Grandes Títulos I

A grande novidade é que a Grécia vai ter um Governo grego

O resto também não é mau…

Até agora, na Grécia, como em Portugal, temos tido Governos que ascenderam ao poder para manter os seus países acorrentados à dívida. Governos que juraram vassalagem aos mais ricos para poderem beneficiar um dia dos seus favores, sacrificando para isso a liberdade, a dignidade, o bem-estar, a vida e o futuro de milhões de cidadãos.

(…)

É evidente que, numa situação de paz, de progresso e justiça social, a estabilidade é um valor. Mas quando a situação é a desagregação social e a injustiça da Grécia, quando a situação é a desigualdade e a pobreza crescente que vemos no nosso país, quando a situação são os probemas estruturais da economia e a carência de financiamento dos dois países, é evidente que não é ética e politicamente admissível defender a “estabilidade”, porque essa “estabilidade” é apenas a paz podre onde os pobres morrem de fome sem reclamar.

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Ministério do Desemprego… privado

Agências privadas vão gerir dez mil desempregados em Lisboa e no Porto

Será que vão começar por demitir o ministro do desemprego, já que fica a mais?

“Não se trata de qualquer financiamento a empresas privadas, mas a prestação de um serviço que concorrerá para o cumprimento dos objectivos do serviço público”, nota o ministério. “O recurso a esta solução experimental visa, para além do nuclear objectivo directo de integração profissional das pessoas envolvidas, para as quais no final de um período mínimo de um ano o serviço público não tinha encontrado uma resposta, avaliar metodologias, processos e recursos diferentes dos promovidos, no sentido de poder melhorar as prestações futuras neste domínio”, acrescenta.

Será, certamente, por caridade que as empresas farão o papel que compete ao estado.

Quanto aos valores pagos às agências pela prestação desse serviço, estarão associados “às contribuições para o sistema de Segurança Social resultantes da integração profissional, valorizando os vínculos permanentes, a duração destes nas situações de contratação a termo e o valor das remunerações, bem como aos valores de desoneração da protecção no desemprego e social, por força da respectiva integração”.

Ah, afinal recebem mesmo… Coisas. Destes parasitas a viver à conta do estado a direitalha já não se importa… Onde costumam eles arranjar tachinhos mesmo?

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Crato dá azo a tantas perguntas…

Nuno Crato diz que não faz sentido que um professor dê 20 erros ortográficos numa frase

E faz sentido ter um aborto ortográfico que leva não só os professores, não só os jornalistas, mas os próprios editores do Diário da República a cometerem diariamente erros ortográficos?

Será que faz sentido ter um ministro que não sabe fazer uma fórmula para colocar professores?

Será que faz sentido ter uma ministra que não faz ideia do que faça um computador?

etc…

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