Monthly Archives: Fevereiro 2014

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Parafraseando o notíciario:

A troika quer saber como se pode melhorar os sinais da recuperação portuguesa.

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A cerveja é responsável

À um ano, tinhamos esta notícia no Público:

O Governo tinha anunciado o aumento para os 18 anos da proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas. Afinal, é só para as bebidas espirituosas, mantendo-se nos 16 anos a idade mínima legal para a compra de vinho e cerveja, a bebida mais consumida nestas faixas etárias. Os especialistas criticam o recuo, que só deixou os produtores de cerveja satisfeitos.

(…)

O hepatologista Fernando Ramalho considera que, desta forma, o Governo não está interessado em proteger a saúde dos portugueses. “Sou frontalmente contra isso. É o diploma mais ridículo que já vi. O álcool é todo igual, seja vinho, cerveja ou outra coisa”, indigna-se o responsável da unidade de hepatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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No início deste mês, o secretário de Estado adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, confirmou ao PÚBLICO que a nova lei do álcool previa o aumento para os 18 anos da idade legal para venda e consumo de álcool, sem fazer qualquer referência a um tratamento diferenciado entre bebidas.

(…)

O presidente da Associação de Produtores de Cerveja, Pires de Lima, que é também presidente do conselho nacional do CDS-PP [nota: É o actual ministro da Economia], insurgiu-se de imediato contra a proposta “proibicionista”. O CDS-PP parecia demarcar-se do parceiro de coligação no avanço destas medidas. E quando, recentemente, os especialistas responsáveis pela elaboração do plano nacional de prevenção do suicídio defenderam novos limites à venda de álcool, Pires de Lima voltou a qualificar a proposta como “completamente disparatada”.

É um lei portuguesa, com certeza.É, com certeza, uma lei portuguesa!

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Empreendedorismo

Apanhado no Pensador Zarolho (com imagens):

O Gabinete de Passos Coelho contratou uma empresa para assegurar o atendimento telefónico na sua residência oficial. Isto apesar de ter no seu gabinete dez secretárias pessoais, nove auxiliares e 12 pessoas a prestar apoio técnico-administrativo no Palácio de São Bento. No entanto, apresenta como justificação para o contrato a “ausência de recursos próprios”.

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O facto de a gerente da empresa, Catariana Tavares Paulo Flores, ter sido casada com um irmão da ex-Ministra da Educação do Governo de Santana Lopes, é apenas uma coincidência. Só uma coincidência.

 

A D. Catarina Flores é igualmente gerente da empresa “H.P. – Hospedeiras de Portugal, Promoção e Imagem, Lda.”, a qual conta já com um total de 368.476,87€ (mais IVA) em contratos celebrados com o Estado, por ajuste directo.

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Sobre as coberturas de estádios

O mais futebol informa

O prémio europeu foi entregue à cobertura do estádio do Dragão por considerá-la a melhor obra portuguesa executada em aço, depois da estrutura do recinto portista ter sido sugerida pela Associação Portuguesa Metálica Mista para participar no evento.

Mais a sério, independentemente da culpa desportiva ou falta dela do Benfica, gostava que fosse esclarecido porque não foi evacuado o Estádio da Luz mais cedo e que foi por pouco que não se evitou um desastre, tendo à altura da evacuação já caído chapa em cima de adeptos. Além disso, gostava de saber porque não se fizeram os impossíveis para retirar todos os adeptos rapidamente invés de deixar alguns no estádio. Só faltava que voltassem a estar dentro de uma jaula.

Independentemente da questão desportiva do artº 94 da Liga, esta falta de celeridade não se pode repetir.

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O estado da saúde

No JN:

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro garantiu esta segunda-feira que contactou “todos” os hospitais do Norte para internar o jovem que, no sábado, sofreu um acidente em Chaves e só encontrou vaga em Lisboa.

“Contactámos todos os hospitais da região Norte – Porto, Gaia e Braga – e até de Coimbra para ver se havia possibilidade de receber o utente, mas não havia vagas”, afirmou um dos responsáveis pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

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A taxa alimentar

Isto foi algo que passou despercibido a toda a gente, mas em 2012 a ministra do ar condicionado afirmou, para justificar uma nova taxa sobre os comerciantes de bens alimentares

Precisamos de ter um sistema montado de segurança alimentar. Ele sempre existiu, mas esteve sempre mal financiado. O importante é conseguirmos garantir segurança para os consumidores e produtos de qualidade.

Mas então e o estado mínimo? E o mercado livre? E o fazer mais com menos?

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Licenciatura de Relvas terá seguidores

Portanto, vão passar a existir cursos de dois anos, que nem se sabe bem o que vão ensinar ou como vão funcionar, mas que garente seis meses para trabalhar (de graça, presumivelmente) numa empresa (que os substituíra por outra fornada ao fim do período de estágio).

Deve ser isto a exigência na educação, imagino que no fim do período se preparem todos para o empreendedorismo a toda a força.

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A barragem do Tua

A dádiva à EDP ainda dá que falar.

Em nome da hipocrisia de uma energia “limpa”, atentos os fortíssimos impactos ambientais que irá gerar, o Estado prefere gastar 2,6 mil milhões de euros a construir a barragem de Foz Tua, dos quais 1,5 mil milhões de euros correspondem a lucros limpos para a EDP, em vez de investir uma parte desse dinheiro no benefício real de Trás-os-Montes, que é a região portuguesa mais próxima do Centro da Europa e, curiosamente, a mais pobre, e na reabilitação da Linha do Tua, que representa um verdadeiro monumento nacional e que é uma ligação estratégica à rede ferroviária nacional.

(…)

A acrescentar, a barragem continua em construção, com base num contorno habilidoso das exigências da UNESCO, materializado na omissão da forma como irá ser ultrapassada a questão da linha de alta voltagem que ligará a central de Foz-Tua a Valdigem, sem ferir a paisagem do Alto Douro vinhateiro, questão que foi levantada desde o início do projeto e cujo custo total se desconhece e que irá onerar ainda mais o investimento em curso, pelo que não está totalmente garantido que aquela entidade não venha a alterar a sua posição atual.

Coisas de políticos sérios e responsáveis, portanto.

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