Category Archives: Hipocrisias

Quem é o incompetente?

Sei lá, ó beata, pode ser uma coisa a começar em B e a acabar em anif, quem sabe.

Leave a Comment

Filed under Hipocrisias, Psicopatia

As palas sociais da Europa

Um grande artigo sobre o falhanço social da Europa no Social Europe

The Commission’s latest so-called Country Specific Recommendations on strengthening the European economy show a slightly greater emphasis on social issues: a welcome (if inadequate) shift, in trade union eyes. This translates into more flexibility on budget deficits, and recognition of the importance of education and training, quality public services and access to affordable childcare.

The Commission also identifies some of the worst examples of workers’ exploitation, such as the abuse of fixed-term employment contracts in Poland (one of the highest proportions in the EU), the lack of social protection for self-employed people in the Netherlands, or the seven million ‘mini-jobs’ in Germany.

And yet the underlying narrative remains the same old story. Despite opposition from the European Trade Union Confederation (ETUC) and national unions, the message is still: austerity, structural reforms and deregulation.

This approach has already brought precarious jobs, lower wages, lack of investment and growing inequality. It has also undermined collective bargaining and social dialogue, even though these are known to be a vital ingredient in successful economies. The Commission is once more pushing for the decentralisation of bargaining and meddling in the role of employers and trade unions to agree on wages and working conditions.

It is not a lack of flexibility that is damaging EU labour markets, but the escalation in precarious work, fixed-term, involuntary part-time contracts and bogus self-employment. The recommendations fail to tackle the growing share of contracts of less than one month in France, for example, or job insecurity in Cyprus, where almost 95% of workers on temporary contracts want permanent employment – choosing instead to attack the cost of labour.

[…]

The ETUC was disappointed to see the Commission renewing its attack on higher minimum wages, especially in France and Portugal, and failing to encourage wage growth in countries where statutory minimum rates are still too low. Our research shows that in Italy and the Nordic countries, where minimum wages are set by collective agreement, there are fewer low-wage workers. We want a minimum wage of 60% of the national median, which would benefit 16% of EU workers, but so far only France and Luxembourg have achieved this.

[…]

According to research by the European Trade Union Institute (ETUI), the only countries where real wages have outstripped productivity gains by more than 2% since 2014 are Hungary and the Baltic States. By favouring sector or company-level rather than national productivity as the benchmark, the Commission risks increasing national wage inequalities.

Leave a Comment

Filed under Austeridade, Desiconomia, Desunião Europeia, Guerra de Classes, Hipocrisias

Mais depressa se apanha um cherne

No blogue Vida Breve

Durão Barroso afirma que os “eleitores não votaram no PS para um Governo com o PCP e o BE”. Pois não. Mas votaram em Durão Barroso para ele interromper o mandato de primeiro-ministro no meio de uma crise e ir laurear na União Europeia.

1 Comment

Filed under Hipocrisias

Será o Páf irresponsável?

No Mirone (entre outros):

O documento foi entregue a António Costa a minutos de o líder socialista entrar na Presidência da República, onde iria ser recebido por Cavaco Silva. Tem um nome com 20 palavras – ‘Documento facilitador de um compromisso entre a Coligação Portugal à Frente e o Partido Socialista para a governabilidade de Portugal’ – e o conteúdo bate certo no número: “São mais de 20 propostas”, confirma uma fonte da coligação ao Observador. O objetivo, porém, não é fechar a conversa – antes iniciar um diálogo com o PS. No final do documento, aliás, isso fica bem vincado – a coligação fica “disponível” para recolher qualquer outra questão que o PS queira discutir, acrescenta uma outra fonte dos dois partidos.

[…]

A ordem de Passos e Portas foi, assim, não dar pretextos aos socialistas para fecharem portas ao diálogo. “As mais de 20 propostas são retiradas do programa eleitoral do PS”, nomeadamente “das quatro áreas prioritárias” que António Costa fez aprovar na reunião da comissão política do seu partido na terça-feira – e que PSD e CDS vêem agora como “complementares ao programa da coligação”. Que áreas são essas? As seguintes:

  • “O virar de página na política de austeridade e na estratégia de empobrecimento, consagrando um novo modelo de desenvolvimento e uma nova estratégia de consolidação das contas públicas assente no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das famílias e na criação de condições para o investimento das empresas”;
  • “A defesa do Estado Social e dos serviços públicos, na segurança social, na educação e na saúde, para um combate sério à pobreza e às desigualdades”;
  • “Relançar o investimento na Ciência, na Inovação, na Educação, na Formação e na Cultura, devolvendo ao país uma visão de futuro na economia global do século XXI”;
  • “O respeito pelos compromissos europeus e internacionais, para a defesa dos interesses de Portugal e da economia portuguesa na União Europeia, para uma política reforçada de convergência e coesão.”

O programa do PS que era radicalmente perigoso passou a completamente aceitável

 “A única condição é que não deitemos fora todo o esforço dos últimos anos, de repente ficarmos com um défice de 4% ou 5%, a Comissão Europeia a aplicar sanções, os juros a disparar”, disse então o líder do PSD. “Não temos muita margem, qualquer proposta que seja negociada [e que tenha impacto orçamental] terá que ser compensada”, explica agora um dirigente da coligação.

Ah, então como o défice deste ano vai ser um desastre, afinal é mais um conjunto de promessas para mandar ao ar. Siga.

Leave a Comment

Filed under Hipocrisias

Austeridade, qual Austeridade? (versão FMI)

Msn

“Temos uma coisa chamada ‘Hellenic Financial Stability Facility’, uma ramificação do ‘European Financial Stability Facility’, fundo que recebeu 50 mil milhões para recapitalizar a banca grega. Este é dinheiro que os contribuintes gregos pediram emprestado para impulsionar a banca mas, enquanto ministro das Finanças, não me deixaram escolher o CEO e nem sequer podia participar nas relações do fundo com os bancos. O povo grego, que nos elegeu, não tinha assim qualquer controlo sobre como é que este dinheiro foi e é usado”, começa por apontar Varoufakis.

Depois de estudar a lei que criou estes mecanismos, “descobri que só tinha um poder sobre estes, que era o de determinar o salário desta gente. Percebi que os salários destes funcionários eram monstruosos para os padrões gregos. Num país com tanta fome e onde o salário mínimo foi cortado para 520 euros, esta gente ganhava qualquer coisa como 18 mil euros por mês”, revela.

Assim, “decidi exercer o meu único poder e usei uma regra muito simples: se as pensões e os salários caíram em média 40% desde o início da crise então decretei um corte de 40% nos salários destes funcionários. Mesmo assim ficavam com um salário elevadíssimo. Sabe o que aconteceu? Recebi uma carta da troika a dizer que a minha decisão tinha sido anulada pois não estava devidamente justificada. Ou seja, num país onde a troika insiste que as pessoas que vivem com 300 euros por mês devem viver com 100 euros por mês, recusaram o meu exercício de corte de despesas e anularam os meus poderes enquanto ministro para cortar os salários desta gente.”

Leave a Comment

Filed under Austeridade, Guerra de Classes, Hipocrisias, Psicopatia

Você ainda vota nesta gente? II

Esquerda.net

João Almeida, na qualidade de deputado do CDS, no programa “Prós e Contras” de 23 de outubro 2013, culpou os eleitores pelo facto dos partidos que ganham eleições mentirem durante a campanha eleitoral.

Na opinião do agora primeiro candidato do CDS na coligação “Portugal à Frente” pelo círculo eleitoral de Aveiro, se os partidos dissessem a verdade aos eleitores, e afirmassem que iriam cortar salários e pensões de reforma, aumentar os impostos perderiam as eleições.

Assim sendo, concluiu o seu raciocínio dizendo “os eleitores obrigam-nos a mentir”.

Dois meses após a sua notada presença no programa da RTP 1, foi nomeado secretário de Estado da Administração Interna.

Em 2011, João Almeida, foi eleito pelo distrito do Porto, agora, foi escolhido por Paulo Portas para ser o primeiro nome do CDS a figurar na lista da coligação de direita.

Leave a Comment

Filed under Guerra de Classes, Hipocrisias

Portugal à Frente

Facebook de António Raminhos

Leave a Comment

Filed under Hipocrisias, Psicopatia

À segunda só cai quem quer

Roubado ao Ladrões de Bicicletas

«Na página 35 do programa da coligação PSD-CDS consta a proposta de privatização da Segurança Social. Depois de 4 anos a privatizar tudo o que mexe, depois de 4 anos a degradar serviços públicos e a criar (pela primeira vez) défices no sistema contributivo da Segurança Social, a coligação avisa que, na próxima legislatura, será mesmo para avançar, rápido e em força, para a privatização da Saúde, da Educação e, sobretudo – através do chamado plafonamento das pensões – para a privatização da segurança social. Os portugueses ficam avisados.»

– João Galamba (facebook)

«Injustamente criticada por não reconhecer a bondade das políticas económicas de inspiração keynesiana, a coligação de direita revela agora o seu novo acordo, o seu neo-super-auto-keynesianíssimo: num mandato, destruir o Estado Social, no outro, apostar no Estado Social; num mandato, aumentar as desigualdades, no outro, diminuí-las. Assim pretendendo perpetuar-se no ciclo de poder. Num mandato, tratar os portugueses como trouxas, no outro, tratar os portugueses como trouxas.»

– Tiago Tibúrcio (facebook)

Leave a Comment

Filed under Guerra de Classes, Hipocrisias

Austeridade, qual Austeridade? VIII

Correio da Manha

[O governo] propõe-se gastar cerca de três milhões de euros num estudo sobre a caracterização das deslocações dos seus funcionários e na criação de estacionamento de bicicletas nos organismos da Administração Pública.

Os portugueses não comem TGV, mas comem estudos, pareceres e demais lixo que as empresas de deputados e comentadores tão fiéis ao caminho único defecam todos os dias.

Leave a Comment

Filed under "Liberais" a funcionar, Guerra de Classes, Hipocrisias, Negócios à Portuguesa

A Grécia está errada

Ando a pensar no assunto, o que a Grécia devia fazer era declarar guerra a toda a gente para a dívida ser perdoada e receber fundos para a recuperação, já que o país vai ser destruído de qualquer maneira.

Afinal, funcionou para a Alemanha.

3 Comments

Filed under Hipocrisias