Category Archives: Negócios à Portuguesa

Austeridade, qual Austeridade? IX

Der Terrorist

[Na Sábado]

O Banco de Portugal aceitou vender a Finangeste, uma empresa que valia 62 milhões de euros, por 35 milhões a uma firma com 4 mil euros de capital.
Dez dias depois, a H.I.G. Capital, uma firma de investimento baseada nos Estados Unidos que gere um património de 17 mil milhões de euros, anunciou a compra de duas carteiras de activos imobiliários à Finangeste, compostos por 77 imóveis e 114 empréstimos garantidos, com um valor facial de 110 milhões de euros.

Duarte Schmidt Lino, um dos accionistas da compradora-logo-vendedora Finageste, escrevia a meias um blog com Pedro ‘vem emigrante’ Lomba, secretário de Estado adjunto do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, e é accionista e vogal do conselho de administração do Observador, o jornal da direita com swag.
Como dizem os pantomineiros de direita quando a conversa não lhes agrada, “se o senhor tem alguma suspeita ou sabe de alguma coisa participe à Procuradoria-geral da República”.

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A verdade sobre a liberdade de escolha

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A solidariedade do governo

Pergunta para o governo do BE

Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República

Há muito que o Governo quer transferir o Hospital de S. João da Madeira para a Misericórdia, privatizando a gestão deste equipamento de saúde e garantindo à Misericórdia um envelope financeiro, a título de renda, para gerir aquilo que é de todas e de todos nós.
Para além de todos os impactos que esta transferência terá na vida e na saúde das pessoas, há ainda a situação inexplicável de uma pessoa que esteve em todos os lados do negócio, num claro conflito de interesses.
Manuel Castro Almeida foi Presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira quando se começou a falar nesta solução de privatização do Hospital. Chegou a anunciar que haveria um acordo para a compra dos terrenos e edifício à Misericórdia, o que se provou não ser verdadeiro, mas sabe-se que manteve contatos com a Misericórdia sobre o assunto da entrega do hospital público.
Manuel Castro Almeida é atualmente membro do Governo que tem como objetivo a entrega do hospital à gestão privada e é, em simultâneo, 1º secretário da Mesa da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira. Esteve, portanto, em todos os lados do negócio, exercendo ativamente funções em conflito de interesses e sem se saber concretamente com que interesses.

No parlamento:

O Bloco lembra ainda as estranhas declarações públicas do provedor da Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira aquando da última Assembleia Geral, onde declarou, sobre Castro Almeida: “Tive sempre o seu apoio. Ajudou-me, abriu-me muitos caminhos, levou-me a sítios onde teria dificuldade de chegar”.

 

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Austeridade, qual Austeridade? VIII

Correio da Manha

[O governo] propõe-se gastar cerca de três milhões de euros num estudo sobre a caracterização das deslocações dos seus funcionários e na criação de estacionamento de bicicletas nos organismos da Administração Pública.

Os portugueses não comem TGV, mas comem estudos, pareceres e demais lixo que as empresas de deputados e comentadores tão fiéis ao caminho único defecam todos os dias.

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Austeridade, qual Austeridade? VII

Esquerda.net

O consórcio Gateway, do norte-americano David Neeleman e Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, vencedor da privatização da TAP, pretende financiar a empresa através da alienação de ativos que posteriormente alugará. Confuso/a? Soa-lhe estranho? Não, é apenas a história de mais uma privatização em Portugal.

Os novos proprietários vão vender parte dos aviões da TAP, que continuarão a utilizar através de um contrato de empréstimo, prevendo obter com a operação cerca de 100 milhões de euros.

Segundo o Jornal de Notícias, esta foi uma das medidas de capitalização apresentadas ao executivo de Pedro Passos Coelho. Outra, não menos “curiosa”, passa por “utilizar fontes de financiamento que a companhia atualmente já tem ao seu dispor”. Ou seja, tudo ferramentas de gestão que a empresa já detinha quando era pública e bem longe das promessas de injeção de liquidez que Governo e o agrupamento candidato prometiam publicamente.

Para o governo PSD/CDS era imprescindível privatizar a empresa e retirar o Estado do seu controlo. Curiosamente, a saída do Estado português vai ser colmatada com a entrada do Estado brasileiro, através do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), que a Gateway apresentou como parceiro e futuro acionista. “Estamos extremamente satisfeitos com o elevado nível de apoio, incentivo e orientação que estamos a receber ao mais alto nível do Estado brasileiro”.

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O Verdadeiro Artista

Público

O Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) detectou a prática de infracções penais e financeiras na aplicação e/ou na atribuição de fundos europeus à Tecnoforma — empresa que teve Pedro Passos Coelho como consultor e administrador.

Quer isto dizer que os investigadores do OLAF — que se deslocaram várias vezes a Portugal e mantiveram um estreito contacto com os procuradores do DCIAP durante os dois anos do inquérito — entendem que a Tecnoforma e os seus dirigentes e/ou as entidades responsáveis pela atribuição dos financiamentos que a empresa recebeu do programa Foral cometeram actos susceptíveis de ser sancionados do ponto de vista financeiro e criminal.

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Austeridade, qual Austeridade? VI

No I

O Ministério das Finanças autorizou anteontem o Ministério da Administração Interna – que tutela as polícias – a celebrar contratos de segurança e vigilância com empresas privadas para os anos de 2016 e 2017.

Entre as instalações “guardadas” por seguranças estão o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e os Serviços Sociais da PSP. Da lista fazem ainda parte edifícios da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) – organismo de auditoria às polícias – e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

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Austeridade, qual Austeridade? V

Esquerda.net (estou numa de “radicalismo hoje)

O secretário de Estado dos Transportes revelou a intenção do governo de entregar a CP Carga à MSC Rail, que ofereceu dois milhões de euros pela empresa, comprometendo-se a capitalizá-la com 51 milhões. Em troca vai receber 110 milhões em vagões e locomotivas e mais 16 milhões em aluguer de locomotivas.

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Austeridade, qual Austeridade? IV

Esquerda.net

No fim de um mandato marcado pelo despedimento de dezenas de milhares de professores, o governo prepara-se para pôr os contribuintes a pagarem mais 656 turmas no privado, apesar de em muitos locais existir oferta na escola pública. A Fenprof fala em “esbanjamento do dinheiro público com motivações ideológicas”

Mário Nogueira explica ao JN que só estas 656 turmas entregues aos privados por este concurso irão custar mais 3.6 milhões de euros do que se ficassem em escolas públicas.  A razão é simples: “o Estado paga por uma turma com contrato de associação mais do que por uma pública”, diz o lídr da Fenprof.

Jn

No próximo ano letivo, irão abrir 656 turmas com contrato de associação nos 5.º, 7.º e 10.º anos, um número idêntico ao de anos anteriores. Apesar de sucessivos estudos que apontam a necessidade de racionalizar esta rede. Apesar de só um quinto destas escolas ficar a mais de 15 quilómetros das alternativas públicas. Apesar de, em muitos concelhos rurais, as escolas públicas estarem hoje a esvaziar-se e com dificuldade em assegurar a diversidade de cursos, enquanto ao lado abrem turmas de ensino cooperativo com meia dúzia de almas.

E nas alterações que fez ao regime de financiamento destas escolas, o Governo eliminou o critério original de apoiar estabelecimentos onde o público não conseguia dar resposta, passando a privilegiar a liberdade de escolha.

Essas escolas cumpriram, durante décadas, um serviço público relevante? Com certeza. Por isso mesmo, cabe ao Estado apoiar a sua reconversão, ajudando-as a ter um papel que as torne verdadeiramente alternativas – nomeadamente, reorientando-as para o ensino profissional. O que não faz sentido é que haja desperdícios num tempo de recursos escassos. A liberdade de escolha é uma falácia quando se abdica de investir, em primeiro lugar, na rede que é de todos. E que, tendo qualidade, só deixará de fora quem realmente não quiser o ensino público.

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O Cherne tem amigos interessantes

Esquerda.net

Segundo o jornal “Expresso” deste sábado, Mário David foi eleito vice-presidente da IDC numa cimeira a decorrer no México. Para presidente da IDC foi escolhido Andres Pastrana, antigo Presidente da República da Colômbia.

Um artigo com o título “El hombre detrás de los negocios-fiasco de los portugueses en Colombia” (“O homem que está por detrás dos negócios-fiasco dos portugueses na Colômbia”), publicado num site colombiano, acusa Mário David de ter aproveitado o Tratado de Livre Comércio entre a UE e a Colômbia e o Peru para beneficiar “a sua família de sangue e também para a sua família política”.

Mário David é um destacado membro do PSD, que foi eurodeputado e assessor de Durão Barroso, sendo atualmente vice-presidente do PPE (Partido Popular Europeu).

Conflito de interesses

Segundo o referido artigo, Mário David foi o relator do Tratado de Livre Comércio entre a UE e a Colômbia e o Peru e sempre “minimizou” as muitas críticas que o acordo suscitou no Parlamento Europeu (PE), críticas devidas “principalmente às violações de direitos humanos na Colômbia, à destruição do ambiente e até à facilitação de lavagem de dinheiro e a evasão de impostos”.

Referindo o conflito de interesses entre o papel político de Mário David e os negócios em que tem estado envolvido, o texto assinala que as empresas com que o ex-eurodeputado teve vínculos “hoje operam na Colômbia até em projetos onde os grupos paramilitares se encarregaram de fazer o trabalho sujo, como no caso da ampliação do porto de Buenaventura”.

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