Category Archives: Corrupção

Lembre-se sempre

Não há dinheiro.

Leave a Comment

Filed under "Liberais" a funcionar, Guerra de Classes, Negócios à Portuguesa

A desigualdade explicada às criancinhas

Leave a Comment

Filed under Guerra de Classes, Negócios à Portuguesa

O crime nem sempre compensa, mas nunca tem custos

Esquerda.net

A megaoperação de combate à fraude fiscal apanhou centenas de empresas a recorrer aos mesmos esquemas montados nas sedes dos principais bancos portugueses. O banco propunha a abertura de empresas fictícias no estrangeiro para simular negócios de compra e venda dos clientes, que assim escapavam ao pagamento do IVA e de IRC.

A esmagadora maioria das empresas apanhadas na rede aproveitou a oferta da justiça portuguesa para evitar que os processos seguissem para os tribunais: em troca do pagamento do imposto em falta e dos respetivos juros, o processo fica suspenso por dois anos e é arquivado em seguida se não houver reincidência.

A maior empresa de construção do país conheceu o mesmo desfecho a 5 de maio, revela esta segunda-feira o portal Observador. Os donos da Mota Engil aceitaram pagar 6.1 milhões de euros em duas prestações e já não serão acusados do crime de fraude fiscal qualificada.

Leave a Comment

Filed under Corrupção, Guerra de Classes, Negócios à Portuguesa

A verdadeira máfia

O J Manuel Monteiro chama à atenção no Aventar

Agora, com os novos terminais de pagamento multibanco, antes de inserir o código passou a ser preciso escolher a rede de pagamento, se VISA (ou outra internacional), se MULTIBANCO. Por omissão, e aqui está o detalhe, a rede é a VISA (ou outra internacional). Para mudar, sabendo-se que se pode mudar, o que não é óbvio para quem está habituado ao verde – código – verde, é preciso carregar numa tecla de cursor e, só depois, é que começa a sequência verde – código – verde. Portanto, quem fizer como sempre, estará a pagar via rede VISA (ou outra internacional). Se bem que para quem paga não deverá haver diferença, já para o comerciante significará uma comissão bancária bem superior.

Se esta mudança tivesse sido desenhada para ter impacto nulo, então a opção pré-seleccionada seria o pagamento a rede MULTIBANCO. Como não é o caso, há a suspeita de se estar perante um truque para cobrar mais dinheiro aos comerciantes.

Que faz a SIBS? Atira a culpa para a União Europeia, pois claro. Tudo o que é mau vem da união europeia, pois claro. Excepto a parte da escolha da opção por defeito, essa é toda da máfia do costume.

Leave a Comment

Filed under "Liberais" a funcionar, Negócios à Portuguesa

A banalização do mal

e o respeito que a direita tem pela assembleia

Leave a Comment

Filed under Guerra de Classes, Negócios à Portuguesa

Arrivederci, Porto

Tenho que dar os parabéns à direcção, muito paté e caviar comeram e deram a comer à minha custa, embora já tivesse desistido de ir ao estádio. É caso para dizer, ide chular o caralho. Se ainda fosse para impedir o colinho dos clubes do regime, um gajo fechava os olhos.

–  Os encargos relacionados com aquisições de passes de jogadores aumentaram 1,912M€ comparativamente a janeiro, pelo que aqui poderão estar incluídas as comissões pagas por Suk, Marega e José Sá (neste caso também o preço do guarda-redes).
– O valor total de aquisições para o plantel ascende a 56,045M€, para um total de 13,171M€ de encargos (23,5% de impacto). O segundo maior impacto da SAD, só ultrapassado por 2013-14 (ler mais aqui), curiosamente duas épocas em que o FC Porto acaba no 3º lugar do campeonato. Sempre se pagaram comissões, mas nunca se pagou tanto por tão pouco retorno desportivo.
– No 1º trimestre, a SAD informou que pagou serviços de intermediação a 14 agentes/empresas. No 2º trimestre, manteve 14 entidades, mas com duas alterações: Ricardo Rivera e Pedro Regufe deixaram de estar na lista, e por sua vez entraram a C.B.Nafricatalentssport a Gopro Sport Management. Agora entram: «Vela Management Limited RAMP – Management Group International[,] Jorge António Berlanga Amaya, Team Management, Ricardo Calleri, Onsidefoot Malta Limited». A lista da FPF não ajuda a perceber estas intervenções. Na lista da FPF não há nenhuma operação a envolver Ricardo Calleri ou a Onsidefoot (há apenas menção de intermediação de Fabián Cuero, para o Braga B); da RAMP sabe-se ter estado envolvida em Chidozie, com a novidade de estar associada a uma empresa do universo Doyen; sobra Berlanga Amaya, que negociou Layún e Gudiño, no início da época. Curiosamente, na lista da FPF aparecem intermediários de Marega (Ben Aissa Abdelaziz) e Suk (Paulo Filipe Duarte Dias) que não são mencionados neste R&C da SAD.
– Imbula, conforme previsto, gerou uma mais-valia de 3,867M€. A intermediação foi feita pela Kick International Agency B.V., sociedade próxima de Luciano D’Onofrio.
– O FC Porto teve proveitos de 2,315M€ com jogadores emprestados, mas contrariamente teve custos de 2,835M€.
– O FC Porto comprou mais 10% do passe de Hernâni, enquanto esteve emprestado ao Olympiacos. O FC Porto comprou mais 0,5% do passe de Diego Reyes enquanto esteve cedido à Real Sociedad (curiosa a questão dos 0,5% – já tinha sido cedido uma idêntica percentagem aquando da contratação de Otávio). Embora a SAD tenha anunciado a compra de mais 10% de Aboubakar, na lista dos ativos do plantel o avançado continua com 37,5% do passe.
– O FC Porto informa que deixou de ter qualquer percentagem do passe de Caballero, avançado «alienado a outro Clube ou Sociedade Anónima Desportiva durante a época desportiva 2014/15». Há um ano tinha 70% (quando foi contratado era a 100%, desconhecendo-se a quem e por quanto foram cedidos 30%) e no R&C do primeiro semestre o seu nome não apareceu. Recordemos que Caballero fez capas n’O JOGO como potencial sucessor de Jackson (teve direito a manchetes antes de André Silva) e, há três anos, segundo o seu advogado custaria 365 mil euros por direitos de formação; o caso envolveu um litígio e a FIFA posteriormente deu razão ao FC Porto e declarou que Caballero chegaria «como jogador livre»; mas a SAD pagou 1,53 milhões de euros à sociedade MHD, S.A. Agora, aparentemente, Caballero já não pertence ao FC Porto. E ninguém deu por isso.

Leave a Comment

Filed under Guerra de Classes, Negócios à Portuguesa

Mais uma história de dois grandes empreendedores lusos

A primeira parte da história do BANIF

1 Comment

Filed under Negócios à Portuguesa, Psicopatia

Sobre a liberdade de escolha

Paulo Baldaia, via Ladrões de Bicicletas (não sei do original)

1. Não existe liberdade de escolha. Mesmo os pais que colocam os filhos em escolas privadas, com contratos de associação, não estão a escolher, estão a colocar os filhos onde o Estado lhes arranjou vaga.
2. Quando o financiamento a esses pais é feito, havendo escola pública nas proximidades, o que o Estado está a fazer é a financiar uma empresa privada, desvirtuando a concorrência com as restantes escolas privadas.
3. A liberdade de escolha, garantida pelo cheque-ensino, resulta sempre num desinvestimento na escola pública.
4. Com menos alunos na escola pública, o custo por aluno tende a aumentar para manter a mesma qualidade, sendo muito provável que haja uma deterioração da escola pública.
5. Num cenário de livre escolha, com um aumento da procura, as escolas privadas aumentam substancialmente os seus preços, fazendo com que apenas as famílias de maior rendimento possam pagar a diferença entre o cheque do Estado e a exigência da empresa privada. Os mais desfavorecidos ficam de fora.
6. A liberdade de escolha com o Estado a pagar é uma questão ideológica, defendida com mais convicção pelos que acreditam que o pagamento de impostos deve ser feito, apenas, de acordo com o retorno dos serviços que o Estado presta. Essas pessoas não acreditam nas virtudes de uma cobrança progressiva (pagam mais os que ganham mais), nem na distribuição da riqueza como forma de tornar mais justa a sociedade de que todos fazemos parte.

Leave a Comment

Filed under "Liberais" a funcionar, Negócios à Portuguesa

O Santana explica

Santana Castilho, via Aventar

Existem problemas bem mais graves que aquele que ocupa a actualidade política há quase um mês: porque o Governo decidiu (e bem) não continuar a financiar alunos de colégios privados que operem em zonas onde existam vagas em escolas públicas, criou-se um alarme social que já mereceu referências (particularmente significativas e nada inocentes) do Cardeal Patriarca e do Presidente da República.

Toda a polémica respeita a 3% (79 escolas, para ser exacto) de toda a rede de ensino privado, composta por 2.628 escolas. Mas rápida e maliciosamente foi apresentada como um ataque a todo o ensino privado. Estas 79 escolas propalaram a probabilidade falsa de virem a ser despedidos cerca de quatro mil professores, quando esse número representa a totalidade do seu corpo docente e o Estado já garantiu, reiteradamente, que nenhum aluno, de nenhum ciclo de estudos em curso, deixará de ser financiado.

Sendo certo que os contratos de associação sempre foram instrumentos sujeitos à verificação da necessidade de recorrer a privados para assegurar o ensino obrigatório, é igualmente certo e óbvio que sempre foram marcados pela possibilidade de cessarem, logo que desaparecesse a necessidade. Porquê, então, tanta agitação, apesar do senso comum apoiar a decisão e a Constituição e a Lei de Bases do Sistema Educativo a protegerem? Porque o corte futuro de cada turma significa 80.500 euros a abater ao apetecível bolo anual de 139 milhões; porque, a curto prazo, ficarão inviáveis os colégios que vivem, em exclusivo, da renda do Estado e dos benefícios fiscais decorrentes do estatuto de utilidade pública; porque, dor maior, muitos desses colégios têm projectos educativos de índole confessional católica.

De resto, o anterior minstério também o sabia

https://www.youtube.com/watch?v=2TK2y2U_fK8&feature=youtu.be

Leave a Comment

Filed under "Liberais" a funcionar, Negócios à Portuguesa

O colinho é isto…

Do Tribunal do Dragão

ntretanto, algo que merece a nossa curiosidade. Nuno Vicente está longe de ser um dos melhores árbitros assistentes em Portugal. Na verdade, tem sido dos piores. Depois de ter sido 23º classificado em 2013-14, na última época foi o 38º classificado.
Mas Nuno Vicente tem sido injustiçado e tem uma visão periférica. Por exemplo, no Benfica B-Freamunde, em que o Benfica B desceria de divisão se não ganhasse, conseguiu ver o que mais ninguém viu: quando o marcador estava 0x0, disse a Bruno Paixão que a falta que ele tinha assinalado fora da grande área era, afinal, penalty. E reparem que ele nem sequer era árbitro auxiliar: era quarto árbitro. O bandeirinha não sugeriu a Bruno Paixão que mudasse a sua decisão, mas o 4º árbitro, que nem sequer acompanhava a jogada, decidiu fazê-lo. Brilhante.

Hoje recebe o prémio merecido: foi nomeado para a final da Taça da Liga… como árbitro assistente. E adivinhem quem será o 4º árbitro: António Godinho, precisamente um dos assistentes no Benfica B-Freamunde. Mas o árbitro, desta vez, não é Bruno Paixão… mas sim o wonderboy Fábio Veríssimo, um dos internacionais promovidos por Vítor Pereira contra as diretrizes da FIFA.

Vítor Pereira merece deixar o Conselho de Arbitragem em ombros. Há quem diga que merece um lugar no Museu Cosme Damião. Discordemos: merece é que abram o Museu Vítor Pereira, e que metam lá os troféus conquistados pelo Benfica durante o seu mandato no CA.

Leave a Comment

Filed under Corrupção